Uruguai se considera ofendido por Fidel

O Uruguai rejeitou como uma "ofensa" de Cuba sua qualificação como "país-títere" dos EUA por seu voto em Genebra contra o regime de Fidel Castro, acusado de violar os direitos humanos. O chanceler Didier Opertti fez a afirmação durante uma reunião do Senado para discutir a política internacional do Uruguai, questionada pelos partidos de esquerda, em especial sobre o voto do país contra Cuba na Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra. "Não votamos em alinhamento com nenhum grupo de países, nem sob a suposta pressão de um suposto apelo do secretário de Estado dos EUA, Colin Powell", afirmou Opertti. "Dizer que o governo da República do Uruguai atuou porque o senhor Colin Powell pediu por telefone é uma ofensa ao Uruguai", acrescentou. O chanceler uruguaio advertiu que não aceita "nem do senhor comandante Fidel Castro nem do senhor ministro de Relações Exteriores da República de Cuba (Felipe Pérez Roque) que coloquem em dúvida a verdade". "A esse agravo e falsidade nós reagimos, mantendo a discrição que nossas relações diplomáticas com Cuba nos obrigam a ter", disse Opertti. "Não vou prestar exame de democrata perante Cuba", afirmou. Opertti disse aceitar "que (os cubanos) pensem como pensam, que queiram ter um chefe de Estado por 40 ou 50 anos, do jeito que a natureza o possa dotar, e que sejam proibidos de sair de Cuba. Mas não aceito que digam que nós (do Uruguai) temos um governo títere, um governo alinhado ou um governo que age sob pressão".

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