Uruguaios vão às urnas em segundo turno de eleições

Tabaré Vázquez abalou a política uruguaia quando se tornou presidente, em 2005, terminando pacificamente com 170 anos de dominância de dois partidos. Agora, com os uruguaios voltando às urnas para o segundo turno das eleições, neste domingo, ele é a face da continuidade, pois pretende manter sua coalizão de esquerda no poder.

Estadão Conteúdo

30 de novembro de 2014 | 14h05

Pesquisas pré-eleitorais dão a Vázquez cerca de 10 pontos de vantagem sobre seu rival, Luis Lacalle Pou, do conservador Partido Nacional.

Em sua primeira campanha presidencial, Vázquez prometeu mudanças que "abalariam as raízes das árvores". Mas ele governou com uma cautela relativamente moderada, evitando as mudanças constitucionais e a polarização que têm afetado os países da região.

Vázquez disse que vai manter a lei que dá ao Uruguai o título de primeiro país do mundo a ter um mercado de maconha administrado pelo governo, embora ele tenha prometido rever a posição se a lei tiver resultados negativos.

O rival Lacalle Pou, filho de outro ex-presidente, Luis Alberto Lacalle Herrera, que governou de 1990 a 1995, se comprometeu, Ele também disse que vai melhorar a educação e a segurança pública, duas áreas nas quais o governo do atual presidente Jose Mujica tem sido continuamente criticado.

A lei uruguaia proíbe eleições consecutivas, então Vazquez teve de deixar o cargo em 2010, quando seu mandato de cinco anos terminou. Este ano, ele não venceu por pouco no primeiro turno das eleições, em outubro, quando recebeu 47% dos votos, contra 31% para Lacalle Pou. Fonte: Associated Press

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