US$ 12,4 bilhões podem acabar com pobreza na China

A China pode acabar com a pobreza extrema se aplicar 100 bilhões de iuanes (US$ 12,46 bilhões) ao ano, segundo Haruhiko Kuroda, presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD). Esse é o investimento que Pequim necessitaria para pôr construir uma rede sanitária para 770 milhões de habitantes rurais e garantir nove anos de educação obrigatória e gratuita para 120 milhões de crianças de áreas rurais do país, informou a agência Xinhua. Além disso, as autoridades poderiam iniciar programas de redução de pobreza e ajudas extraordinárias aos 25 milhões de pessoas mais pobres do país. Embora a quantia não seja pequena, Kuroda diz que China está em condições de fazer este esforço, já que, tanto em 2004 como em 2005, acumulou 500 bilhões de iuanes (US$ 62,3 bilhões) ao ano em benefícios fiscais. A proposta do BAD complementa e, em certo modo, vai além da estratégia oficial de Pequim, que na semana passada aprovou o XI Plano Qüinqüenal (2006-2011) para o desenvolvimento socioeconômico do país. Nele, as autoridades reconheceram a necessidade de investir nas zonas rurais, sobretudo em educação e saúde, para elevar o nível de receita dos quase 800 milhões de habitantes rurais, transformando-os em consumidores potenciais que propulsionem a decolagem econômica do país e, assim, reduzir as desigualdades.

Agencia Estado,

20 Março 2006 | 06h10

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