Usina admite novo vazamento de radiação no Japão

Além de água com material radioativo, gases também vazaram da usina; autoridades descartam dano ambiental

Efe e Associated Press,

17 Julho 2007 | 08h03

Os chefes da usina nuclear do Japão atingida por terremotos na última segunda-feira admitiram que ocorreram mais vazamentos radioativos no local. Além do vazamento de água contendo material radioativo, gases radioativos também escaparam da usina nuclear de Kashiwazaki, segundo informou a BBC.   De acordo com a agência de notícias japonesa Kyodo News, 100 barris de lixo nuclear com resíduo de baixo nível tombaram durante o terremoto e foram encontrados sem a tampa nesta terça-feira, 17.   Veja Também: Ucrânia decreta alerta após vazamento tóxico  Vídeo  Imagens   Segundo Masahide Ichikawa, um funcionário da província de Niigata, uma inspeção para comprovar danos na usina nuclear descobriu que cerca de 100 tambores para a armazenagem de resíduos tóxicos de baixa intensidade tinham sido danificados.   A empresa afirma que qualquer vazamento tem poucas chances de causar danos ao meio ambiente.   A central permanece fechada desde a última segunda, quando houve um terremoto de 6,8 graus de magnitude a poucos quilômetros da instalação. A Companhia de Energia Elétrica de Tóquio afirmou que o terremoto foi mais forte do que a usina de Kashiwazaki, uma das maiores do mundo, foi planejada para agüentar.   Além disso, o vazamento na usina de Kashiwazaki alimenta novos temores a respeito da segurança das usinas nucleares do Japão, cujos reatores respondem por 30% da demanda energética do país.   Na segunda, o terremoto causou um pequeno incêndio em um transformador em uma unidade da companhia, que foi rapidamente controlado. Ainda não se sabe quando a empresa poderá retomar o funcionamento de três geradores.   Terremoto   O terremoto deixou até o momento nove mortos, todos idosos, mais de mil feridos e cerca de 13 mil desabrigados, assim como grandes danos materiais. Além disso, várias regiões afetadas continuam sem água corrente e sem eletricidade.   A previsão de dois dias de chuva na área aumenta os temores de novos deslizamentos de terra, que agravariam a devastação. Casas desabaram, muitas delas de madeira e com tradicionais telhados de tijolos pesados, e estradas apresentaram rachaduras devido ao tremor de segunda-feira, cujo epicentro foi na mesma área do noroeste japonês onde há três anos um terremoto matou cerca de 65 pessoas.   Nesta terça, o ministro da Defesa enviou 450 soldados para as áreas devastadas.   Niigata foi atingida em outubro de 2004 por um tremor também de magnitude 6,8, que deixou mais de 3 mil feridos.   Aquele foi o terremoto mais devastador no Japão, um dos países mais propensos a terremotos no mundo, desde o de Kobe, com magnitude 7,3, que matou mais de 6.400 pessoas em 1995.

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