Usina japonesa começa a limpar água radioativa

A operadora da usina de energia nuclear afetada pelo terremoto e tsunami no Japão informou que iniciou nesta sexta-feira uma operação de limpeza de água radioativa, depois de vários problemas que provocaram o adiamento do plano.

CHISA FUJIOKA, REUTERS

17 de junho de 2011 | 09h36

Grandes piscinas de água radioativa, que estão ficando cada vez maiores, poderiam transbordar para o mar na semana que vem caso a limpeza não fosse iniciada, disseram autoridades.

A empresa Tokyo Electric Power Co, conhecida como Tepco, bombeou quantias enormes de água para esfriar três reatores da usina de Fukushima Daiichi que derreteram depois que o terremoto e tsunami de 11 de março desativaram os sistemas de esfriamento.

Mas gerenciar a água radioativa se tornou uma grande dor de cabeça, já que a usina está ficando sem locais para armazená-la. Cerca de 110 mil toneladas de água radioativa --suficiente para encher 40 piscinas olímpicas-- são armazenadas nas suas instalações.

Com a ajuda do grupo francês de energia nuclear Areva, a norte-americana Kurion e outras empresas, a Tepco vem testando um sistema pelo qual a água radioativa é descontaminada e reutilizada para esfriar os reatores.

Na quinta-feira, a Tepco informou que água havia vazado de uma instalação usada para absorver césio, num revés que atrasou o plano em uma semana.

No início de abril, a Tepco lançou no mar cerca de 10 mil toneladas de água com baixo nível de radiação, o que provocou críticas da china e Coreia do Sul, países vizinhos.

Mesmo que o tratamento da água seja bem-sucedido, a Tepco terá de enfrentar ainda o problema da armazenagem dos resíduos altamente radioativos que resultarão do processo. A empresa pretende completar até janeiro de 2012 os passos iniciais de limitar a liberação de radiação da usina e fechar seus três instáveis reatores. A usina fica a 240 quilômetros de Tóquio.

(Reportagem adicional de Shinichi Saoshiro)

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