Justin Lane /EPA /EFE
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Uso de máscara é indicado pela primeira vez nos Estados Unidos

Agência americana alerta que a proteção pode evitar um aumento ainda maior das infecções no país, que tem batido recordes diários de casos e mortes pela covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2020 | 19h56

WASHINGTON - Pela primeira vez desde o começo da pandemia de coronavírus nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês) recomendou o “uso universal de máscaras” quando a pessoa não estiver em casa, seja em ambientes abertos ou fechados. A agência americana alertou que a proteção pode evitar um aumento ainda maior das infecções no país, que tem batido recordes diários de casos e mortes pela covid-19.

Em seu relatório semanal, o CDC alertou que o país entrou em “uma fase de transmissão de alto nível” com o clima mais frio e a temporada de férias em curso, o que faz com que mais pessoas passem a frequentar espaços fechados. Segundo o documento, o uso “consistente e correto” de máscaras faciais é crucial para conter o vírus.

Hoje, o maior especialista em doenças infecciosas do governo, Anthony Fauci, que foi convidado pelo presidente eleito, Joe Biden, a permanecer no cargo, disse que os EUA passarão por um agravamento ainda maior da pandemia. 

“Os números são alarmantes. Provavelmente, veremos mais um aumento quando se passarem duas ou três semanas após o feriado de Ação de Graças (que ocorreu em 26 de novembro). E o que me preocupa é que esse período termina bem no feriado de Natal, quando as pessoas começam a viajar, fazer compras e se reunir”, disse ele no programa Today, da emissora de TV NBC.

Na quinta-feira, o país registrou um novo recorde de mortes pelo terceiro dia seguido. Foram 2.857 óbitos – o maior número até agora desde o começo da pandemia. Há pelo menos 100 mil pessoas internadas em UTIs e enfermarias com a doença – um total também recorde.

Ainda nesta sexta-feira, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse que está “muito otimista” de que uma vacina possa ser aprovada dentro de uma semana e meia, o que significaria que até 20 milhões de americanos poderiam ser vacinados até o fim do ano. / WP

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