Uso industrial do cânhamo desperta interesse

MONTEVIDÉU - A lei de regulação do consumo da maconha no Uruguai também prevê a produção de cânhamo para uso industrial, com aplicações em produtos de fibra, papel ou bioplástico. A lei considera planta destinada à produção do cânhamo industrial aquela que contém menos de 1% de THC, o componente psicoativo da maconha. Pesquisadores do Uruguai e da Argentina já demonstraram interesse em ampliar estudos sobre o tema.

Eloisa Capurro, Especial para O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2014 | 02h02

"São opções de desenvolvimento que não deveriam cair nas mãos de empresas estrangeiras. É importante que se fomente a produção local, de pequenas até médias empresas", diz o pesquisador Martín Collazo. Segundo ele, grupos de agricultores uruguaios planejam entrar na produção de cânhamo.

Algumas variedades do cânhamo com menos de 0,3% de THC são permitidas na Grã-Bretanha, na Alemanha, na Áustria e na Suíça. Também o Canadá e a Austrália legalizaram sua produção. A China é o maior produtor da planta e nos EUA se estima que a venda de produtos fabricados com o cânhamo tenha alcançado US$ 500 milhões em 2012.

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