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Utah aprova fuzilamento para pena de morte, caso falte injeção letal

Estado foi o último dos EUA a executar um condenado a tiros, em 2010

O Estado de S. Paulo

11 Março 2015 | 09h08

SALT LAKE CITY, UTAH - A Câmara dos Representantes do Estado americano de Utah aprovou nesta terça-feira, 10,  uma polêmica lei que autoriza o uso de um pelotão de fuzilamento para executar os presos condenados à morte caso o Estado não disponha de injeções letais.

Utah é o último Estado dos Estados Unidos que executou um condenado à morte por fuzilamento: Ronnie Lee Gardner, que, em 2010, optou voluntariamente por esse método. Embora o Estado tenha decretado em 2004 a injeção letal como o método a ser usado para as execuções, os condenados à morte antes desse ano ainda podiam escolher se preferem morrer assim ou por fuzilamento.

O representante republicano Paul Ray, que impulsionou a iniciativa, defendeu em declarações ao jornal Los Angeles Times que o fuzilamento é uma opção mais "humana" que uma injeção defeituosa.

Utah é um dos Estados com menos presos no corredor da morte, apenas nove, segundo dados do Centro de Informação da Pena de Morte (DPIC), e nenhum deles tem sua execução programada para antes de 2017.

Desde que a pena capital foi instaurada nos Estados Unidos em 1976, apenas três dos 1.402 presos executados foram mortos por fuzilamento: dois em Utah e um em Oklahoma, que também tem aprovado o fuzilamento como opção caso as injeções sejam declaradas inconstitucionais.

Em 2011 ambos os Estados começaram a ter problemas com a provisão das substâncias usadas nas injeções depois que a empresa americana Hospira deixou de produzir o componente essencial da mistura. Desde então, vinham testando fórmulas novas, que no ano passado falharam em três ocasiões provocando sofrimento prolongado no preso antes da morte. Por esse motivo, alguns estados como Oklahoma e Flórida suspenderam suas execuções à espera que o Tribunal de Justiça dos Estados Unidos opine se é legal o uso de um dos componentes que falharam em 2013.

Embora todos os Estados americanos que ainda apliquem a pena de morte optem pela injeção letal como método prioritário, muitos também preveem a utilização da cadeira elétrica ou da câmara de gás como segundas opções. / EFE

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