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Vaca louca infectou mais que o estimado na Grã-Bretanha

A epidemia de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), ou doença da vaca louca, que atingiu os rebanhos da Grã-Bretanha na década de 1990, foi mais abrangente do que se imaginava. Uma pesquisa realizada por cientistas do Imperial College, de Londres, constatou que perto de 2 milhões de animais foram infectados pela doença e não 1,05 milhão, como consta nos registros oficiais. O trabalho foi publicado hoje no "Proceedings B", o jornal da Royal Society.A estimativa inicial tinha sido baseada no número de casos e na faixa etária dos animais contaminados. A nova previsão foi obtida a partir de um cálculo retroativo feito sobre os dados mais recentes de contaminação. Os cientistas disseram que muitos dos casos extras não devem ter sido informados ou o gado, geralmente de idade mais avançada, foi abatido antes de mostrar os sintomas da vaca louca.Apesar disso, o epidemiologista Christl Donnelly disse que isso não significa que mais pessoas contraíram o mal Creutzfeldt-Jakob, uma variante humana da doença provocada pela ingestão de carne contaminada pela vaca louca. O mal já matou mais de cem pessoas na Grã-Bretanha e em outros países europeus. Segundo ele, o potencial de contaminação de consumidores pela doença é menor do que se imaginava há 20 anos. "Não podemos dizer que o risco é zero, mas certamente é menor do que pensávamos", afirmou.

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