Ronaldo Schemidt/AFP
Ronaldo Schemidt/AFP

Vacinação de funcionários públicos provoca polêmica na Argentina

Governo de Santa Fé reconheceu erro e prometeu abrir processos administrativos

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2021 | 23h05

SANTA FÉ, ARGENTINA - Funcionários públicos de serviços não essenciais que não pertencem a nenhum grupo de risco foram vacinados contra a covid-19 na província de Santa Fé, no noroeste da Argentina. O governo atribuiu o incidente a um erro e prometeu abrir processos administrativos para investigar o caso.

Os vacinados eram funcionários permanentes da Secretaria de Cultura da província e foram convocados para a imunização. O secretário de Cultura, Jorge Llonch, disse que houve um equívoco, que definiu à emissora "Rádio Rivadavia" como um "duplo erro".

De acordo com Llonch, os funcionários foram convocados porque ainda estavam registrados como integrantes da Secretaria de Educação, setor prioritário na fila da imunização. O secretário culpou os trabalhadores por terem recebido a injeção. "Essas pessoas foram vacinadas por sua própria decisão, o que é uma atitude questionável em uma questão tão sensível como a disponibilidade de vacinas da província e da nação", disse.

As irregularidades, que ocorreram na semana passada e foram reveladas por uma investigação jornalística, vêm à tona quando a Argentina ainda não terminou de imunizar seus cidadãos com mais de 70 anos. As vacinas estão escassas - foram inoculadas 4.163.858 pessoas de uma população de cerca de 45 milhões de pessoas - e o país está caminhando para uma segunda onda de contágio pelo vírus SARS-CoV-2.

A nova polêmica lembra o caso  "Vacinação VIP", que em meados de fevereiro levou à queda do então ministro da Saúde, Ginés González García, substituído por Carla Vizzotti. /EFE

 

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