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Vai a 155 número de mortos em atentados em Bagdá

O número de mortos no pior ataque no Iraque em mais de dois anos subiu hoje para 155. Segundo fontes oficiais, 500 pessoas ficaram feridas. O duplo atentado suicida devastou ontem o centro de Bagdá. A ação tinha como alvo dois prédios do governo. O ato lança dúvidas sobre a capacidade de o país se proteger. Até agora, nenhum grupo reivindicou o ataque e ninguém foi preso. O Iraque se prepara para realizar eleições parlamentares em janeiro, em meio à progressiva retirada das tropas dos Estados Unidos.

AE-AP, Agencia Estado

26 de outubro de 2009 | 10h06

As investigações iniciais apontam que veículos cheios de explosivos passaram por alguns postos de controle antes de chegar ao local do ataque. Um caminhão explodiu perto do Ministério da Justiça com uma tonelada de explosivos, de acordo com dados preliminares. E uma picape explodiu perto do prédio da administração provincial, com 700 quilos de explosivos.

A violência caiu bastante no Iraque, mas os insurgentes ainda mostram força para lançar grandes ataques, mesmo no centro da capital. Os atentados maiores com carros-bomba são a marca dos extremistas sunitas, que buscam derrubar o governo liderado pelos xiitas.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, culpou a rede extremista Al-Qaeda e também partidários do regime do ex-ditador Saddam Hussein pela violência. Ele afirmou que os responsáveis serão punidos. Para Maliki, esses insurgentes desejam impedir as eleições em janeiro.

O presidente dos EUA, Barack Obama, telefonou para Maliki para manifestar seu pesar pela violência. Os ataques coordenados foram os mais mortíferos desde que uma série de atentados com caminhões no norte do Iraque matou quase 500 pessoas, em agosto de 2007. Em Bagdá, o caso foi o pior desde uma série de atentados contra bairros xiitas em abril de 2007. Naquela ação, 183 pessoas morreram.

Funeral

Hoje, funerais ocorreram em vários pontos da cidade, que está com a segurança reforçada. "É como se estivéssemos em um funeral no escritório, porque muitos de nossos colegas e pessoas que conhecemos foram mortos", relatou uma funcionária que pediu anonimato.

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