Vai a 32 total de mortos em acidente com trem na China

Pelo menos 32 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas hoje quando um trem-bala perdeu energia e parou de circular, sendo atingido na sequência por uma outra composição, informou a agência estatal chinesa Xinhua. No choque, dois vagões caíram de uma ponte. Segundo a agência, a falta de energia ocorreu após o trem ter sido atingido por um raio.

AE, Agência Estado

23 de julho de 2011 | 16h24

A Xinhua informou ainda que também houve o descarrilamento de quatro vagões do segundo trem, mas não deu detalhes. O primeiro trem tinha partido de Hangzhou, capital da província de Zhejiang, e o acidente ocorreu na cidade de Wenzhou. A agência informou que um vagão do primeiro trem caiu de uma altura de cerca de 20 a 30 metros. As fotos na internet mostravam que um segundo vagão ficou pendurado na ponte.

Os trens são do modelo D, a uma primeira geração de locomotivas rápidas, que circulam com uma velocidade média de cerca de 150 quilômetros por hora. A China está investindo bilhões de dólares na construção de uma malha ferroviária de alta velocidade. No dia 30 de junho, o primeiro-ministro Wen Jiabao inaugurou oficialmente uma importante linha de alta velocidade entre Pequim e Xangai, com custo avaliado em US$ 33 bilhões.

Os grandes investimentos transformaram o setor em um foco de corrupção. Segundo uma auditoria estatal, pessoas ligadas à direção das construtoras desfalcaram no ano passado 187 milhões de yuans (US$ 29 milhões) na linha projetada entre Pequim e Xangai.

Em fevereiro, o ministro das Ferrovias Liu Zhijun, que defendeu os trens de alta velocidade durante anos, foi demitido durante uma investigação de corrupção que também envolveu outros funcionários do governo. Seu sucessor, Sheng Guangzu, reduziu os planos de expansão para se concentrar em projetos que já estavam sendo realizados.

Ele também diminuiu a velocidade máxima dos trens de 350 para 300 km/h. Sheng ainda colocou à disposição passagens com preços mais baixos em alguns trens. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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