Vai a 43 número de mortos em atentados no Paquistão

Subiu para 43 o número de mortos em dois atentados suicidas seguidos hoje em Lahore, no nordeste do Paquistão. Este foi o segundo ataque da semana contra as forças de segurança locais na capital cultural do país. Cerca de cem pessoas ficaram feridas.

AE-AP, Agencia Estado

12 de março de 2010 | 13h06

Os suicidas chegaram a pé perto de veículos do Exército do Paquistão, na área bastante populosa do RA Bazaar. Em seguida, explodiram-se, no momento em que muitas pessoas sentavam nas proximidades para comer, no principal dia semanal de preces dos muçulmanos, segundo um alto funcionário.

Os ataques são mais uma mostra da instabilidade da situação em Lahore, onde agentes de segurança têm sofrido ataques atribuídos a militantes ligados ao Taleban e à Al-Qaeda contrários à aliança do Paquistão com os Estados Unidos.

O Exército isolou a área, onde há lojas e uma mesquita nas proximidades. Ambulâncias corriam pela cidade de 8 milhões de habitantes para levar os feridos para hospitais. Autoridades do Paquistão confirmaram 39 mortes, incluindo cerca de dez soldados, segundo fontes do setor de segurança que pediram anonimato.

"Nós temos as cabeças dos dois suicidas. Houve um intervalo de 15 segundos entre os dois ataques. Eles estavam a pé. Tinham como alvo os veículos militares", afirmou o policial Chaudhry Mohammad Shafiq. "Trinta e nove pessoas foram mortas e 95 ficaram feridas nos ataques", contou Tariq Saleem Dogar, chefe de polícia da província do Punjab. O número de vítimas, porém, foi revisto posteriormente para 43 mortos e cerca de cem feridos.

Histórico

Uma onda de ataques suicidas e com bombas matou mais de três mil pessoas no Paquistão desde 2007. O Taleban e a Al-Qaeda são apontados geralmente como culpados pela violência.

Lahore é a capital histórica do Paquistão e onde estão sediados muitos órgãos militares e de inteligência. A cidade sofre seguidamente com ataques militantes, com oito deles matando mais de 170 pessoas no ano passado.

A violência no Paquistão geralmente se concentra mais na instável fronteira no noroeste do país com o Afeganistão. Analistas advertem, porém, que o extremismo ganha força no Punjab, província mais populosa do país, da qual Lahore é a capital provincial. Com informações da Dow Jones.

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