Vai a 760 total de mortos em ataques de Israel a Gaza

Exército de Israel realizou pesados bombardeios e novos disparos de foguetes foram feitos pelo grupo islâmico Hamas após a aprovação, ontem à noite, da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas por um cessar-fogo imediato em Gaza. Pelo menos 12 civis palestinos morreram hoje em ataques aéreos e terrestres das forças israelenses. Com isso, o número de palestinos mortos subiu para 760 desde o início da ofensiva, no dia 27 de dezembro. Segundo autoridades de saúde de Gaza, metade das vítimas fatais é civis.Um ataque aéreo matou dois militantes do Hamas e outro homem não identificado. Outro ataque, em um edifício, deixou pelo menos sete mortos, incluindo uma criança, segundo funcionários do Hamas.O Exército israelenses informou que seis foguetes foram disparados contra o sul de Israel, ferindo uma pessoa. De acordo com os militares, quatro foguetes Grad atingiram Beersheba, a cerca de 40 quilômetros de Gaza, bem como o porto de Ashdod. Segundo autoridades de Israel, 13 israelenses morreram após o início da ofensiva.Resolução - A resolução da ONU foi aprovada por 14 votos a 0, com a abstenção dos Estados Unidos, um estreito aliado de Israel. O texto "ressalta a urgência e pede um imediato, durável e completamente respeitado cessar-fogo, levando à retirada imediata das forças israelenses de Gaza".Um porta-voz do Hamas disse que o grupo "não está interessado" na resolução de cessar-fogo, pois não foi consultado e a resolução não atende suas demandas principais, entre elas a abertura das fronteiras de Gaza. Importantes autoridades israelenses deveriam se reunir hoje para discutir a resolução - ou a expansão das operações em Gaza."Israel agiu, age e continuará agindo apenas de acordo com suas próprias considerações, a segurança de seus cidadãos e seu direito de se defender", disse em comunicado a ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni.EUA - A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou que seu país "apoia totalmente" a resolução da ONU, porém se absteve para "ver os resultados da mediação egípcia". Após a resolução, espera-se que o Egito tome a dianteira nos esforços para que Israel e o Hamas interrompam a violência.O Hamas diz que não aceita qualquer acordo que não preveja a abertura das fronteiras da Faixa de Gaza. Israel dificilmente concordará com a demanda, pois isso fortaleceria o Hamas, que tomou controle de Gaza à força, expulsando o partido laico Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em junho de 2007.O conflito deixou centenas de milhares de palestinos que vivem em Gaza em um estado de desespero pela falta de alimentos, água, combustível e auxílio médico. A situação deve piorar ainda mais, por causa dos ataques contra funcionários encarregados da ajuda humanitária. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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