Vai a 94 total de palestinos mortos por ataque de Israel

Aviões de Israel atacaram áreas populosas da Faixa de Gaza nesta segunda-feira e levaram o número de palestinos mortos a 94. Israel tem aumentado seus alvos nos confrontos contra o Hamas, que já duram seis dias. Em uma escalada de seus bombardeios, Israel atacou casas de ativistas do Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, no domingo. Os ataques mataram 24 civis em menos de dois dias, dobrando o número de civis mortos no conflito, segundo fontes. O crescente número de vítimas intensificou a pressão sobre Israel para o término dos confrontos.

AE, Agência Estado

19 de novembro de 2012 | 13h48

Enquanto isso, militantes do Hamas atiraram centenas de foguetes em Israel, um dos quais atingiu uma escola vazia. Outros atingiram áreas abertas das cidades de Beer sheva, Ashdod e Asheklon. As escolas localizadas no sul de Israel estão fechadas desde quarta-feira, quando começou o conflito.

Os novos ataques foram feitos no momento em que o Egito tenta negociar um cessar-fogo, com a ajuda da Turquia e do Catar. O ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, e uma delegação de ministros árabes são esperados em Gaza nesta terça-feira. Um rápido fim ao conflito, no entanto, parece improvável.

Uma autoridade egípcia disse à Associated Press nesta segunda-feira que tanto Israel quanto o Hamas estão apresentando suas condições para cessar-fogo ao Egito. "Espero que até o fim do dia recebamos um sinal definitivo do que pode ser feito", disse. A fonte afirmou ainda que Israel e Hamas buscam garantias para dar um fim de longo prazo às hostilidades. Segundo a autoridade, o objetivo do Egito é acabar com o conflito.

Ao todo, o confronto já matou 94 palestinos, incluindo 50 civis, e deixou 720 feridos, segundo uma fonte ligada à saúde em Gaza. Entre os feridos estão 225 crianças. No lado de Israel, três civis foram mortos por ataques de foguetes e dezenas ficaram feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar em contato com países da região na tentativa de dar fim ao conflito, apesar de afirmar que Israel tem o direito de se defender dos ataques de foguetes. Ele também alertou para os riscos que o país judeu enfrentaria se a guerra, por enquanto aérea, chegasse ao solo. As informações são da Associated Press.

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