Van Rompuy tenta acordo de última hora com Chipre

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, vai liderar neste domingo um encontro para negociar um acordo de resgate de última hora para o Chipre, informou um porta-voz do governo cipriota. O presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, e o ministro das Finanças do país, Michalis Sarris, estão a caminho de Bruxelas para participar da reunião, que também contará com a presença do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, segundo o porta-voz.

Agência Estado

24 de março de 2013 | 09h17

As negociações são críticas para o futuro não apenas da pequena ilha do Mediterrâneo como também de toda a zona do euro, que compreende 17 países. Após a reunião, Anastasiades vai se reunir com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e com o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

O Chipre precisa levantar 5,8 bilhões de euros (US$ 7,5 bilhões) para obter um pacote de resgate de 10 bilhões de euros da União Europeia e do FMI. Os credores internacionais vão determinar se uma eventual proposta de Nicósia, ou qualquer outra negociada na reunião com Van Rompuy, cumpre essa exigência. A UE e o FMI querem a sustentabilidade de longo prazo da dívida do Chipre, inclusive após a possível ajuda ser concedida.

Para evitar o colapso de seu setor bancário, o Chipre precisa de mais recursos que os 10 bilhões de euros que os credores estão se dispondo a emprestar. Por esse motivo, Nicósia precisa levantar o capital extra de alguma outra forma.

O plano original, anunciado no fim de semana passado, estabelecia uma taxação sobre todos os depósitos em bancos cipriotas. A proposta causou indignação no país e foi rejeitada no Parlamento cipriota. Qualquer nova proposta precisa ser aprovada até o fim deste domingo pelo Eurogrupo, que reúne ministros de finanças da zona do euro.

Se o Chipre ou seus bancos forem à bancarrota, autoridades europeias temem que haja uma onda de contágio que pode elevar os custos de financiamento na zona do euro e causar fuga de capitais dos países da região. As informações são da Associated Press.

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