AP Photo/John Minchillo
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Vantagem de Hillary sobre Trump é  maior no Colégio Eleitoral

Com definição praticamente certa das duas candidaturas, atenção dos americanos se volta para mapa político que definirá o próximo presidente; republicano terá muita dificuldade para virar o jogo em tradicionais redutos democratas

O Estado de S. Paulo

16 Maio 2016 | 05h00

WASHINGTON - A cinco meses da eleição, as atenções dos EUA se voltam para o Colégio Eleitoral, onde será decidida a disputa. A escolha é indireta. São 50 eleições diferentes, cada Estado carregando um número de votos proporcional à população. Vence quem obtiver 270 d0s 538 votos.Análises feitas sobre o mapa do país mostram que a vantagem de Hillary Clinton sobre Donald Trump é ainda maior do que dizem as pesquisas. 

De acordo com Larry Sabato, diretor do Centro de Política da Universidade de Virginia, com base em pesquisas de intenção de voto feitas Estado por Estado, a democrata teria hoje 347 votos no Colégio Eleitoral. O republicano ficaria com 191. O problema de Trump, segundo Sabato, é que, para virar o jogo, ele teria de derrotar Hillary em tradicionais redutos eleitorais democratas. “Trump começa a campanha para as eleições gerais em uma posição muito difícil”, disse.

O centro de estudos Cook Political Report estima um mapa do Colégio Eleitoral muito parecido: Hillary à frente, com 304 votos, seguida por Trump, com 190 - a eleição estaria muito disputada em quatro Estados, Iowa, New Hampshire, Ohio e Carolina do Norte, que representam 44 votos ainda indefinidos no Colégio Eleitoral.

Em uma análise mais conservadora, feita pelo Rothenberg & Gonzales Political Report, a democrata teria 263 votos atualmente no Colégio Eleitoral, contra 206 do republicano - quatro Estados, Flórida, Colorado, Ohio e Virginia, com 69 votos, ainda estão indefinidos.

O cenário desafiador para os republicanos é a razão pela qual muitos na cúpula do partido não querem ver Trump candidato. Virar a eleição presidencial em redutos democratas é difícil, mas pior ainda seria perder eleições locais importantes e deixar de eleger deputados e senadores, correndo o risco de ver Hillary ser eleita com maioria nas duas Casas do Congresso.

O medo é justificável. Em alguns “swing-states” - Estados que se alternam entre democratas e republicanos -, a presença de Trump pode afastar os eleitores moderados e independentes ou levá-los a votar em candidatos democratas. No Arizona, por exemplo, o republicano John McCain já sente o efeito Trump. Na última pesquisa, divulgada em abril, ele aparecia empatado com a democrata Ann Kirkpatrick. 

Na Pensilvânia, o senador republicano Patrick Toomey também disputa uma eleição apertada contra a democrata Katie McGinty. O mesmo acontece em New Hamsphire, Carolina do Norte e Ohio. “Trump ofendeu gente demais e isso vai afetar outras eleições”, disse Tom Davis, analista republicano. / WP, REUTERS e AP

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