EFE/EPA/PHILIPP GUELLAND
EFE/EPA/PHILIPP GUELLAND

Variante Ômicron está presente em 89 países, diz OMS

Número de casos da nova cepa do coronavírus tem crescido em diferentes países; estudos avaliam eficácia das vacinas

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2021 | 14h10

A variante Ômicron do novo coronavírus foi identificada em 89 países, segundo resumo técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado na sexta-feira 17, com dados até o dia anterior. O documento, que atualiza a versão anterior do dia 10 de dezembro, reforça que há evidências consistentes de que a nova cepa tem uma vantagem de crescimento substancial sobre a Delta, espalhando-se mais rápido. 

Em países com transmissão documentada, o tempo de duplicação da variante é entre 1,5 a 3 dias, maior do que o tempo da variante Delta, informa o relatório. A Ômicron está se espalhando rapidamente e, com os dados atuais disponíveis, a OMS avalia que é provável que a variante ultrapasse a Delta em número de casos. Porém, ainda permanece incerto se a rápida taxa de crescimento pode estar relacionada à falta de vacinação, aumento da transmissibilidade intrínseca da variante, ou de ambos. 

O risco geral relacionado à cepa permanece muito alto, alerta a organização. Entre as razões, está a vantagem significativa de crescimento sobre a Delta, o que leva a uma rápida disseminação e, consequentemente, a um aumento de hospitalizações. Além disso, em geral, o risco provocado pela pandemia da covid-19 no mundo ainda é muito alto, adverte a OMS.

De acordo com o resumo técnico, são necessários mais dados sobre a gravidade clínica da variante, inclusive se as vacinas contra a covid-19 oferecem proteção contra a Ômicron. Até agora, dados preliminares sugerem que a imunidade é menos protetora contra a infecção pela Ômicron do que contra outras variantes.

Dados preliminares

Os resultados preliminares dos estudos de eficácia da vacina contra a Ômicron foram obtidos na África do Sul e na Inglaterra, aponta o documento. Segundo os dados ingleses, foi identificada uma redução significativa na eficácia da vacina contra doenças sintomáticas provocadas pela Ômicron em comparação com a Delta, após duas doses das vacinas da Pfizer ou da AstraZeneca. No entanto, houve maior eficácia duas semanas após o reforço com o imunizante da Pfizer. 

Já um estudo de pesquisadores da África do Sul relatou reduções na eficácia da vacina da Pfizer contra a infecção, e, em menor grau, contra a hospitalização pela nova cepa. Detalhes sobre os métodos e resultados não estavam disponíveis até o momento da produção do resumo técnico. 

Em ambos países, as hospitalizações continuam aumentando. A OMS avalia que, devido ao aumento de casos, é possível que os sistemas de saúde se tornem rapidamente sobrecarregados. 

Líderes e cientistas alertaram, ao longo da semana, que a Ômicron pode se tornar dominante em alguns países europeus nos próximos dias. Medidas de controle estão sendo aplicadas para tentar conter a disseminação, como restrições a viagens, exigência do uso de máscara e obrigatoriedade de tomar as vacinas. Paris, por exemplo, cancelou as festas de ano-novo na avenida Champs-Élysées para evitar contágios, especialmente por conta da Ômicron. A decisão foi anunciada na sexta-feira 17. / AP e REUTERS

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