Delcia Lopez/The Monitor via AP
Delcia Lopez/The Monitor via AP

Variante Ômicron: Mundo atinge maior média diária de mortes por covid em 4 meses

Em meio à proliferação da variante do novo coronavírus, média de novos casos bateu recorde pelo 7º dia seguido, segundo dados apontam dados da Universidade de Oxford 

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2022 | 10h20

Em meio à proliferação da variante Ômicron do novo coronavírus, a média diária de mortes por covid-19 no mundo atingiu o maior patamar em 4 meses, apontam dados do "Our World in Data", projeto ligado à Universidade de Oxford.

O mundo registrou uma média diária de 8.209 mortes na segunda-feira, 24, o maior patamar desde 24 de setembro de 2021 (quando a média móvel estava em 8.358).

Apesar da alta nos óbitos, o atual patamar está abaixo do recorde da pandemia, de 14,7 mil, registrado em 26 de janeiro de 2021. 

Os dados mostram também que a média móvel de novos casos de covid-19 bateu recorde pelo 7º dia seguido e passou de 3,4 milhões de infectados por dia nos últimos sete dias.

Casos nos EUA

Mesmo com a queda dos casos de covid-19 e as hospitalizações mostrando sinais de estabilização nos bolsões mais atingidos dos Estados Unidos, o número de mortes causadas pela variante Ômicron atingiram uma alta de 11 meses no domingo, subindo 11% na semana passada em comparação com a semana anterior, de acordo com uma análise da Reuters.

As mortes por covid-19 surgem com atraso, o que significa que seus números geralmente aumentam algumas semanas após novos casos e hospitalizações.

O número de mortos causadas pela Ômicron já ultrapassou as mortes causadas pela variante Delta, quando a média de sete dias atingiu o pico de 2.078 em 23 de setembro do ano passado. Uma média de 2.200 pessoas por dia, mais de 90% de não vacinadas, agora estão morrendo devido à Ômicron.

Isso ainda está abaixo do pico de 3.300 vidas perdidas por dia durante o aumento em janeiro de 2021, quando as vacinas começavam a ser aplicadas.

"Vai demorar um pouco até vermos diminuir as mortes, pois pessoas muito doentes com covid permanecem hospitalizadas por muito tempo", disse Wafaa El-Sadr, professor de epidemiologia e medicina da Universidade de Columbia, em Nova York.

“Mais variantes infecciosas tendem a percorrer uma população muito rapidamente”, disse El-Sadr. "Mesmo que essas novas variantes causem doenças menos graves (particularmente entre os vacinados e reforçados), provavelmente ainda veremos um aumento nas hospitalizações e mortes devido à vulnerabilidade dos não vacinados e não reforçados".

As hospitalizações por covid-19 ainda estão batendo recordes em alguns Estados, incluindo Arkansas e Carolina do Norte. Nacionalmente, eles estão agora abaixo de 147.000, em comparação com um pico de 152.746 em 20 de janeiro, mostra a contagem da Reuters.

Ondas causadas pelas variantes

O número de novos casos explodiu com a variante ômicron, que é mais transmissível, e o atual recorde (média de 3,4 milhões infectados por dia) é mais de 300% maior do que o pico da onda anterior.

Em 25 de abril de 2021, impulsionado pelas variantes delta na Índia e gama no Brasil, o mundo registrou uma média de 827 mil novos casos por dia (veja no gráfico acima).

Quatro dias depois, no dia 29, a média de mortes chegou a um pico de 13,9 mil, patamar próximo ao do recorde mundial que perdura até hoje (14,7 mil atingidos 26 de janeiro do mesmo ano).

Em janeiro do ano passado, a vacinação contra a Covid-19 ainda engatinhava no mundo e os Estados Unidos e a Europa sofriam com a variante beta no auge do inverno no hemisfério norte. / REUTERS E AP

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