Jorge Cabrera / Reuters
Jorge Cabrera / Reuters

Vaticano anuncia negociações entre o governo e a oposição na Nicarágua

Oposição a Daniel Ortega exige a libertação de presos políticos e uma reforma eleitoral que antecipe as eleições presidenciais, marcadas para 2021

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2019 | 13h02

MANÁGUA - Representantes da oposição e do governo da Nicarágua concordaram na madrugada desta quarta-feira, 6, com as bases de uma negociação para pôr fim à crise política no país, que já dura um ano, com auxílio da Igreja Católica e evangélicos. 

Segundo o núncio apostólico do Vaticano na Nicarágua, Waldemar Sommertag, os religiosos serão “testemunhas”, das conversas, mas não intermediarão as negociações. No ano passado, a Igreja Católica liderou um esforço similar, mas as conversas colapsaram depois de o governo reprimir manifestações contra o presidente Daniel Ortega

“Até agora, as negociações se desenvolveram em um clima de respeito mútuo e busca pelo entendimento”, disse Sommertag. 

O prazo para um acordo é o dia 28 de março. Um dos primeiros desafios será definir quais itens estarão na agenda de negociações. A oposição, reunida na coalizão Aliança Cívica, exige a libertação de presos políticos e uma reforma eleitoral que antecipe as eleições presidenciais, marcadas para 2021. 

Ortega, no poder desde 2007,  acusa os manifestantes de planejar um golpe de Estado para derubá-lo. As repressões aos protestos do ano passado, que começaram com a insatisfação contra uma reforma da previdência apresentada pelos sandinistas, deixou 325 mortos e 2 mil feridos no país.  / AP e AFP

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