Vaticano aumenta medidas de segurança após ameaças

As medidas de segurança na Cidade do Vaticano e em Castelgandolfo, onde o Papa Bento XVI rezará o Ângelus no domingo, foram intensificadas após as ameaças de um grupo armado iraquiano, informaram neste sábado agências de imprensa locais.As "preocupações fazem referência não apenas ao Vaticano", mas também a "diversos objetivos relacionados de alguma forma ao mundo católico", segundo afirmou a agência Ansa. Os "procedimentos se referem, principalmente, a Castelgandolfo", residência de verão do Papa, onde Bento XVI rezará o Ângelus às 12 horas (7h de Brasília), neste domingo.Os controles de segurança "serão discretos, para não perturbar o contexto da oração, mas meticulosos e atentos, e afetarão uma área mais extensa que a habitual".A Polícia e os Carabineiros (Polícia militarizada) "reforçaram as medidas de segurança já previstas na área em torno do Vaticano", afirmou a agência Agi.A Cidade do Vaticano foi ameaçada neste sábado explicitamente pelo grupo armado iraquiano Exército dos Mujaidines através de um site, após a polêmica gerada pelas palavras do papa. Especialistas antiterroristas italianos estão analisando a mensagem que contém as ameaças, e consideram digno de "máxima atenção", segundo a Ansa.A mensagem do Exército dos Mujaidines diz que "sua cruz no centro de Roma será destruída" e que a capital italiana "será conquistada pelo Exército de Maomé e assistirão à destruição de seu Vaticano".En discurso na terça-feira, o papa citou um texto medieval que caracterizava alguns ensinamentos de Maomé como "maus e desumanos", gerando uma nova onda de protestos, com ataques a igrejas, manifestações e pedidos de líderes muçulmanos para que o pontífice se retrate. As ameaças acontecem no mesmo dia em que o secretário de Estado do Vaticano, Tarsicio Bertone, disse em uma declaração que Bento XVI "sente muito que alguns fragmentos de seu discurso tenham parecido ofensivos à sensibilidade dos muçulmanos, e tenham sido interpretados de modo que não corresponde a suas intenções".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.