Vaticano condena política de ataques preventivos

O presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz do Vaticano, arcebispo Renato Martino, condenou as "guerras preventivas", pois são guerras de agressão e não podem ser consideradas justas, em alusão à operação militar que os Estados Unidos preparam contra o Iraque. O arcebispo Martino, ex-observador do Vaticano na Organização das Nações Unidas (ONU), apresentou nesta terça-feira a mensagem do papa João Paulo II em ocasião da Jornada Mundial de Paz, que será celebrada em 1º de janeiro. Para o religioso, "é impossível que a guerra possa ser utilizada como instrumento de justiça". Ele esclareceu ainda que a igreja sabe muito bem que "defender-se de um ataque é direito de todos os Estados". A solução para a guerra é a negociação, não as armas, acredita Martino.

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