Vaticano critica falta de acordo para cessar-fogo imediato

O secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, Giovanni Lajolo, afirmou nesta quinta-feira que aconferência internacional sobre o Líbano realizada na quarta-feira em Roma teve resultados "positivos", embora a posição da Santa Sé seja de fim imediato das hostilidades entre Israel e o Hezbollah. O secretário, que compareceu à reunião como observador do Vaticano, não escondeu suas críticas aos Estados Unidos, sem citar o país diretamente, por não terem exercido pressão sobre Israel para que cessem as hostilidades. "É problemático se limitar a convidar Israel para exercer a máxima moderação. Este convite possui por sua própria natureza uma inevitável ambigüidade, enquanto a atenção pela população civil inocente é um dever importante", disse o chanceler. Em entrevista à Rádio Vaticana , Lajolo destacou quatro aspectos positivos da reunião, da qual participou como observador. O primeiro dos pontos destacados foi que vários países, "conscientes da gravidade" do que ocorre no Líbano, se reuniram e reafirmaram a "necessidade de que essa nação recupere sua soberania".Lajolo também ressaltou a decisão de formar uma forçainternacional sob comando da ONU para apoiar Beirute em matéria de segurança, além de levar assistência humanitária imediata ao povo libanês e apoiar a reconstrução do país.Como quarto ponto, o secretário indicou a decisão de manter os contatos sobre o desenvolvimento da intervenção da comunidade internacional no Líbano.Vinte países e instituições participaram da conferência, entre eles Estados Unidos, União Européia, Nações Unidas, Egito e Arábia Saudita. Os presentes analisaram a situação no Líbano após os ataques de Israel, iniciados em 12 de julho depois que a milícia xiita Hezbollah capturou dois soldados israelenses.Perguntado sobre a "impressão de desilusão" que o resultado da reunião deixou na opinião pública e na imprensa internacional, por não pedir um cessar-fogo imediato a Israel, Lajolo afirmou que as expectativas eram "grandes", mas a situação é "extremamente complexa".

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