Vaticano divulgará documentos sobre a 2ª Guerra

Cerca de 3,5 milhões de documentos sobre prisioneiros da Segunda Guerra Mundial serão colocados à disposição do público em cumprimento a uma promessa do Vaticano, para responder às críticas ao papado durante o genocídio dos judeus. O cardeal Jorge María Mejía, bibliotecário do Vaticano, disse nesta terça-feira que os arquivos estarão disponíveis em CD-ROM e na página do Vaticano na Internet. A Santa Sé também disponibilizará documentos relacionados com suas gestões diplomáticas na Alemanha, desde 1922 até a explosão da Segunda Guerra, em 1939. Os críticos do papa Pio XII dizem que, durante a guerra, o pontífice não ergueu sua voz para condenar o extermínio nazista dos judeus europeus. Já seus defensores dizem que ele fez todo esforço possível para ajudar os judeus e outras vítimas. Grupos judaicos, e outros, exigiram a divulgação completa do material existente nos arquivos do Vaticano. Em fevereiro, o Vaticano anunciou que planejava disponibilizar o material, acrescentando que os arquivos sobre os prisioneiros de guerra revelarão aos historiadores "as grandes obras de caridade e assistência" de Pio XII em favor das vítimas do nazismo e outras, independentemente de sua nacionalidade, religião ou raça.

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