Vaticano diz que palavras do Papa pedem uma sexualidade responsável

Porta-voz afirmou que declarações não representam 'uma mudança revolucionária', mas uma 'visão compreensiva'

EFE,

21 de novembro de 2010 | 14h41

O Vaticano assegurou neste domingo que as palavras do papa sobre o uso do preservativo, que segundo ele pode ser justificado em "alguns casos", não são "uma mudança revolucionária", mas uma "visão compreensiva" para levar uma humanidade "culturalmente muito pobre rumo ao exercício responsável da sexualidade".

 

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Assim manifestou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, em comunicado no qual assegurou que as manifestações de Bento XVI "não reformam ou mudam as doutrinas da Igreja, mas as reafirmam, na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade".

 

Lombardi disse que o papa não justifica moralmente o exercício "desordenado" da sexualidade, mas considera que o uso de profilático para diminuir o risco de contágio da aids "é um primeiro ato de responsabilidade, um primeiro passo para uma sexualidade mais Humana".

 

Em uma ampla nota, Lombardi contou que as declarações do papa respondem a uma das perguntas do escritor alemão Peter Seewald - que estão em seu livro "Luz do Mundo" - sobre a luta contra a Aids e o uso do preservativo, temas tratados por Bento XVI em sua viagem à África, em 2009.

 

Na ocasião, o papa afirmou que a Aids "não se combate só com dinheiro, nem com a distribuição de preservativos, que, ao contrário, aumentam o problema". A aids, segundo o Pontífice, se vence com "uma humanização da sexualidade e novas formas de condutas".

 

De acordo com Lombardi, Bento XVI reitera no livro que não quis se posicionar sobre o problema dos profiláticos em geral, mas sim dizer que o problema da Aids "não pode ser resolvido só com a distribuição" de preservativos, mas que é preciso fazer muito mais: prevenir, educar, ajudar, aconselhar, estar perto das pessoas infectadas.

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