Vaticano estuda proibir dança na missa e meninas coroinhas

Um documento linha-dura do Vaticano, que proíbe algumas práticas "modernas" nas missas, incluindo danças, aplausos, pão e vinho na comunhão e a participação de meninas como coroinhas, está dividindo a alta hierarquia da Igreja Católica. O conflito interno, entre conservadores e liberais, diz respeito ao futuro da Igreja, enquanto a saúde do papa piora e a disputa para eleger um sucessor se aproxima. As novas instruções para os bispos católicos sobre como aplicar uma encíclica publicada em abril foram formuladas em grande parte pelo cardeal Joseph Ratzinger, agente arquiconservador do papa. Elas listam 37 "abusos litúrgicos" e convidam os integrantes das congregações a denunciar padres culpados de supostos erros. "Todo católico, seja padre, diácono ou leigo, tem o direito de apresentar reclamações que dizem respeito a abusos litúrgicos", diz a versão final, segundo a revista Jesus, publicação mensal das Ordens Paulinas. As reclamações podem ser feitas tanto ao bispo local quanto diretamente ao Vaticano. O documento diz que muitos leigos foram admitidos no altar para celebrar a missa e que estavam usurpando as funções dos clérigos. Os católicos liberais dizem que isto acontece por causa da falta de clérigos e em virtude de uma pressão por maior participação popular nos rituais católicos.

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