Giampiero Sposito / Reuters
Giampiero Sposito / Reuters

Vaticano intermedeia diálogo entre chavismo e oposição na Venezuela

Maduro se reúne com o papa na Santa Sé e ouve pedido para restaurar a coesão social no país

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2016 | 19h04

CARACAS - O enviado do papa para a Venezuela, o monsenhor Emil Paul Tscherrig, anunciou nesta segunda-feira, 24,  uma nova rodada de diálogo entre o chavismo e a oposição, marcado para o dia 30, na Ilha de Margarita, no Caribe venezuelano. A reunião tem também o apoio da União de Nações sul-americanas (Unasul). Segundo o núncio apostólico, governo e oposição chegaram a uma base para começar a conversar frente à frente. No Vaticano, o papa Francisco se reuniu com o presidente Nicolás Maduro e pediu diálogo no país. 

"Oposição e governo concordaram em trabalhar em conjunto para garantir em segurança as manifestações dos próximos dias", disse o religioso. "O objetivo essencial da negociação é superar as conjunturas políticas, sociais e institucionais para garantir a convivência democrática."

No Vaticano, em audiência com Maduro que teve caráter "privado" e não tinha sido anunciada, o papa incentivou o diálogo sincero e construtivo entre governo e oposição da Venezuela, com a finalidade de aliviar o sofrimento das pessoas e promover a coesão social, informou a Santa Sé na nota.

"O encontro foi celebrado no âmbito da preocupante situação da crise política, social e econômica que este país está atravessando e que repercute duramente na vida diária de toda a população", prosseguiu o comunicado. "Desta forma, o papa, que leva todos os venezuelanos no coração, deseja continuar a oferecer a sua contribuição a favor da institucionalidade deste país."

Durante o encontro, que não teve a duração divulgada, o papa convidou o presidente venezuelano a iniciar com coragem a via do diálogo sincero e construtivo para aliviar o sofrimento do povo e dos pobres, antes de tudo. O papa, extremamente sensível aos problemas latino-americanos, pediu a Maduro que promova um clima que restaure de novo a coesão social, que permita olhar com esperança o futuro do país.

 

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