Vaticano lança guia para políticos católicos

O Vaticano lançou nesta quinta-feira um novo guia para políticos católicos, lembrando que devem obedecer aos "inequívocos" ensinamentos da Igreja sobre o aborto, a eutanásia, o matrimônio entre homossexuais e outros temas. Foram criticados, particularmente, os políticos que favorecem a opção do aborto, indicando-lhes que os ensinamentos da Igreja exigem que eles defendam "o direito básico à vida desde a concepção até o momento da morte natural". O papa João Paulo II aprovou as normas, segundo as quais a oposição da Igreja ao aborto, à eutanásia e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo não é negociável. O guia foi emitido uma semana antes da realização de manifestações nos Estados Unidos dos grupos a favor e contra o aborto, e em meio a esforços na Europa para legalizar a eutanásia e o matrimônio entre gays. O Vaticano disse que está publicando o documento agora devido aos avanços médicos e científicos e à "emergência de ambigüidades ou posições questionáveis em tempos recentes". As normas - preparadas por um grupo ortodoxo do Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé - não alteram as posições que a Igreja vem mantendo historicamente em relação a esses temas. Pelo contrário, as normas servem de lembrete aos políticos católicos no momento em que tiverem de votar leis ou projetos referentes a políticas públicas.

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