Vaticano proíbe comunhão para quem apóia o aborto

Um alto cardeal do Vaticano disse que os sacerdotes devem negar a comunhão a políticos católicos que apóiem o direito ao aborto, mas evitou dizer se o candidato democrata à presidência dos EUA, John Kerry, que é católico e defende o direito ao aborto, está impedido de receber a hóstia.O cardeal Francis Arinze falou numa entrevista coletiva para lançar uma nova iniciativa da Santa Sé contra o que é visto como uma série de abusos litúrgicos na missa, incluindo sermões proferidos por leigos, a comunhão de não-católicos e a introdução de ritos de outras religiões no serviço. A diretriz anunciada hoje pela Igreja reafirma o ensinamento de que qualquer pessoa que se sinta em ?pecado grave? deve confessar antes de receber comunhão. Perguntado sobre a situação de políticos que são ?claramente a favor do aborto?, o cardeal disse que essas pessoas ?não estão em condições? de receber a comunhão. ?Se não podem receber, que não lhes seja dada?, afirmou.John Kerry diz que é pessoalmente contra o aborto, mas que reconhece o direito de outras pessoas de fazê-lo.O documento da Igreja, de 71 páginas, diz que apenas padres ou diáconos podem fazer o sermão - jamais leigos. O texto diz que o bispo pode indicar ?ministros extraordinários? para dar a comunhão, quando não houver um padre disponível. Ele suaviza uma proposta de instrução anterior, que condenava a presença de meninas e mulheres no altar e danças e aplausos durante a missa.

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