Vaticano protesta contra 'blasfêmia' em TV israelense

Santa Sé recebeu garantias das autoridades que as transmissões do programa de humor serão interrompidas

AP e Efe,

20 de fevereiro de 2009 | 14h03

Os líderes religiosos católicos na Terra Santa expressaram sua indignação e protesto por causa de um programa de uma emissora israelense no qual Jesus e a Virgem Maria são ridicularizados e receberam garantias das autoridades que as transmissões serão interrompidas, informou o Vaticano. Veja também:  Perguntas e respostas: A polêmica do bispo que nega o Holocausto Vídeo: A polêmica entrevista do bispo WilliamsonArgentina expulsa bispo católico que nega o HolocaustoBispo diz que não vai retirar negação de HolocaustoVaticano pede que bispo que negou Holocausto se retratePapa divide Vaticano ao reabilitar bispo que nega o HolocaustoBlog de Richard Williamson   Trata-se de um programa da emissora "Canale 10" na qual "Jesus e a Virgem Maria são ridicularizados com palavras e imagens blasfemas". A assembleia dos chefes religiosos católicos da Terra Santa, afirmou o Vaticano, expressou publicamente "seu desdém" e "protestou" oficialmente. "As autoridades governamentais, informadas pelo Núncio Apostólico, garantiram imediatamente que intervirão para interromperem estas transmissões e obterem publicamente perdão da mesma emissora", afirmou a Santa Sé na nota. O Vaticano expressou sua solidariedade aos cristãos que vivem na Terra Santa e deplorou "este vulgar e ofensivo ato de intolerância para os sentimentos religiosos dos crentes em Cristo". Além disso, destacou que via com tristeza "como são ofendidos de forma tão grave dois filhos de Israel, como Jesus e Maria de Nazaré".  O anfitrião do programa, um comediante muito conhecido chamado Lior Shlein, disse que Maria engravidou aos 15 anos de um colega da escola. Ele também disse que Jesus jamais poderia ter andado sobre a água porque "ele era tão gordo que tinha vergonha de sair de casa, muito menos para ir ao Mar da Galileia com um maiô." O quadro foi uma resposta sarcástica à reabilitação do bispo Richard Williamson, que negou o Holocausto, pelo Vaticano. A reabilitação de Williamson gerou revolta e a situação só foi contornada quando o papa Bento XVI se reuniu com líderes judaicos no Vaticano na semana passada. Durante sua audiência, o papa fez uma forte denúncia contra o antissemitismo e disse ser inaceitável para qualquer um - especialmente para um clérigo - negar ou minimizar o Holocausto.  O Vaticano exigiu que Williamson retire sua declaração antes que ele possa ser aceito como um bispo da Igreja Católica. Na quinta-feira, 19, o governo da Argentina, onde Williamson mora, ordenou que ele seja expulso em 10 dias. O governo citou um problema de imigração mas também disse que seus comentários sobre o Holocausto insultaram profundamente a Argentina, os judeus e toda a humanidade.

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