Vaticano quis impedir expulsão de pedófilo, diz Irlanda

Um capítulo antes censurado das investigações da Irlanda sobre o encobrimento de casos de abuso sexual contra crianças diz que o Vaticano tentou impedir os líderes da igreja irlandesa de exonerar um padre pedófilo. O capítulo do documento, divulgado hoje, detalha como os líderes da igreja em Dublin ordenaram que o padre católico Tony Walsh fosse privado do hábito em 1993, após 15 anos de reclamações de abuso contra crianças. No entanto, o Vaticano foi contrário ao veredicto e ordenou que ele fosse enviado a um monastério irlandês.

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2010 | 14h57

Roma cedeu um pouco em 1996, depois que a polícia abriu uma investigação criminal e Walsh atacou um menino no banheiro de um pub após um funeral de família. Na semana passada, Walsh foi preso por estuprar um menino. A investigação da diocese de Dublin, publicada no ano passado, descobriu que membros da igreja católica impediram, durante décadas, que dezenas de padres fossem processados por abusar de crianças. As informações são da Associated Press.

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