Vazamento radioativo ao mar de Fukushima foi 20 mil vezes superior ao limite

Escapou ao oceano cerca de 520 toneladas de água com elevada radioatividade procedente do reator 2 da usina; vazamento foi detectado em 2 de abril e contido quatro dias depois

Efe,

21 de abril de 2011 | 04h42

TÓQUIO - Substâncias radioativas 20 mil vezes acima do limite legal anual vazaram ao mar a partir da usina nuclear de Fukishima entre 1º e 6 de abril, informou nesta quinta-feira, 21, e Tepco, empresa que opera a central.

 

Segundo dados da Tepco divulgados pela agência local Kyodo, nesses seis dias escaparam ao mar cerca de 520 toneladas de água com elevada radioatividade procedente do reator 2 da usina, seriamente danificada pelo tsunami de 11 de março.

 

O vazamento foi detectado em 2 de abril e contido quatro dias depois, quando já haviam sido vertidos ao Oceano Pacífico cerca de 5 mil terabecquerels de substâncias radioativas, o que representa 20 mil vezes mais que o máximo anual permitido à central.

 

Ainda assim, a quantidade é muito mais baixa que o nível de radioatividade emitido à atmosfera desde a central, que a Agência de Segurança Nuclear do Japão calcula entre 370 mil e 630 mil terabecquerels desde o começo da crise.

 

Além da água que vazou, no início deste mês a Tepco verteu deliberadamente ao mar cerca de 11.500 toneladas de água com radioatividade relativamente baixa (100 vezes superior ao limite) para deixar espaço em vários depósitos para armazenar líquido muito mais contaminado.

 

A radioatividade levou o governo a evacuar o raio de 20 quilômetros em torno da central, uma área que a partir da 0h da madrugada de quinta para sexta-feira será declarada legalmente zona de exclusão.

 

Além disso, o Executivo japonês recomendou aos que vivem entre 20 e 30 quilômetros que permaneçam trancados em suas casas ou abandonem o local.

 

Para tentar impedir que a radioatividade se estenda ao mar, há 12 dias a Tepco instalou uma barreira com placas de aço e uma malha de material sintético no litoral, o que conseguiu diminuir a concentração de iodo radioativo na zona, segundo a cadeia NHK.

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