TT News Agency / Andreas Schyman / Reuters
TT News Agency / Andreas Schyman / Reuters

Ataque com caminhão deixa ao menos quatro mortos na capital da Suécia

Primeiro-ministro qualificou ação como um ato terrorista; área próxima ao local do incidente foi esvaziada e a circulação de metrô em Estocolmo foi paralisada

O Estado de S.Paulo

07 Abril 2017 | 10h38
Atualizado 07 Abril 2017 | 19h52

ESTOCOLMO - Ao menos 4 pessoas morreram e 15 ficaram feridas - 9 em estado grave - em Estocolmo nesta sexta-feira, 7, após um caminhão ser lançado contra os pedestres que caminhavam por Drottninggatan, uma movimentada rua de compras na capital sueca. A ação foi considerada um ato terrorista pelo primeiro-ministro do país. 

"A Súecia foi atacada. Tudo indica que foi um ato terrorista", afirmou o premiê Stefan Lofven. Uma pessoa "que pode ter algum tipo de ligação" com o ataque foi presa, segundo o porta-voz da polícia sueca, Towe Hagg.

Autoridades iniciaram uma campanha em todo o país em busca do indivíduo ou do grupo que conduziu o ataque. "Não tivemos contato com a pessoa ou pessoas que dirigiam o caminhão", afirmou o chefe do departamento policial da Suécia, Dan Eliasson, em uma coletiva de imprensa.

Uma câmera de segurança de uma das lojas flagrou o momento em que as pessoas correm para se proteger do caminhão. 

Parte do centro de Estocolmo foi isolado e a área próxima ao local do incidente foi esvaziada, incluindo a principal estação de trem da cidade. A circulação de metrô foi paralisada. Policiais e serviços de emergência foram enviados às proximidades de Drottninggatan.

O caminhão usado no ataque era de uma companhia de cerveja, que reportou mais cedo que um de seus veículos havia sido roubado em um restaurante da cidade. Imagens mostram o caminhão batido em um prédio que abriga um conjunto de lojas de departamento e testemunhas contaram que muita fumaça saiu após a colisão. 

Segundo a emissora sueca SVT, tiros foram disparados. A agência de notícias TT disse que diversos pedestres foram levados por ambulâncias após o atropelamento.

Jan Granroth contou ao jornal Aftonbladet que estava em uma loja de sapatos quando ouviu um barulho estranho. "Então as pessoas começaram a gritar. Olhei para fora da loja e vi um caminhão enorme", relatou.

Reações. Em Bruxelas, a União Europeia ofereceu apoio à Suécia e solidariedade às famílias das vítimas. "Um ataque a qualquer um de nossos Estados-membros é um ataque a todos nós", disse Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

O presidente russo, Vladimir Putin, enviou uma mensagem de condolência aos suecos. "Em nosso país, as pessoas sabem, e não por meio de boatos, sobre as atrocidades do terrorismo internacional. Neste momento difícil, os russos estão em luto junto ao povo da Suécia", disse o mandatário.

O ataque desta sexta ocorre perto de onde ocorreu outro atentado em dezembro de 2010, quando Taimour Abdulwahab, um cidadão sueco, explodiu uma bomba que carregava, ferindo duas pessoas. Na ocasião, Abdulwahab encheu um carro de explosivos na esperança de que quando explodisse, suecos e turistas corressem em direção a Drottninggatan, onde ele ativaria o explosivo. Mas o plano deu errado, as bombas do carro não funcionaram e ele morreu após um dos explosivos que tinha no corpo ser acionado.

Diversos ataques em que caminhões ou carros atropelaram multidões aconteceram na Europa no último ano. Em 2010, a Al-Qaeda pediu que seus seguidores usassem caminhões como armas.

Em Londres, no dia 22 de março deste ano, um homem atropelou pedestres com um carro na ponte de Westminster, matando quatro, e depois esfaqueou um policial até a morte antes de ser atingido por um tiro pela polícia.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou responsabilidade tanto pelo ataque em Nice, na França, em julho de 2016, quando um caminhão deixou 86 mortos durante uma celebração do Dia da Bastilha, quanto pelo atentado em Berlim, em dezembro, quando um caminhão invadiu um mercado natalino, deixando 12 mortos. /AP e REUTERS 

Mais conteúdo sobre:
Suécia Estocolmo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.