Andrew Testa/The New York Times
Andrew Testa/The New York Times

Veja em imagens como o Reino Unido viveu os dois anos e meio de Brexit

Desde o referendo, em junho de 2016, britânicos vivem impasse sobre como será a retirada da União Europeia

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2019 | 18h34

A saga do Brexit começou há quase três anos, quando o então primeiro-ministro David Cameron convocou um plebiscito sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. Em um resultado surpreendente, a maioria da população optou pela retirada em junho de 2016. 

Desde então, os britânicos tiveram de aprender a lidar com novos termos do vocabulário político, como “backstop”, “hard Brexit”, “soft Brexit” e “Estado vassalo”. 

Apesar disso, do ponto de vista prático, nada foi decidido ainda. A única certeza é que sempre existe uma maioria contrária a qualquer solução possível para o impasse. A divisão sobre a relação do país com o continente é maior do que era antes da votação.  

Veja, em fotos, como o Reino Unido se relacionou com o Brexit nos últimos anos

Manifestação em Londres pede ruptura completa com a União Europeia. O debate em todo o país sobre o Brexit tem sido longo, repetitivo, emocional e, às vezes, cruel.

Discussão sobre o Brexit em Glenrothes, na Escócia, antes do plebiscito em 2016. A pressão para deixar a UE foi menor na Escócia, onde a maioria da população votou pela permanência no bloco. 

Londrinos assistem ao resultado do plebiscito em 2016. Cerca de 60% dos eleitores da capital votaram pela permanência, uma lembrança do quanto a cidade cosmopolita é diferente do resto do país.

Colheita de legumes perto de Boston, na Inglaterra. Muitos fazendeiros britânicos vêm da Europa Oriental e trabalham legalmente no país em razão das regras da União Europeia, que preveem o livre fluxo de cidadãos dentro do bloco. O aumento do sentimento anti-imigração foi um dos pilares da campanha para deixar a UE no plebiscito. 

Família comemora o aniversário da rainha Elizabeth II em Castle Point, Essex, uma das partes da Inglaterra mais conservadoras e a favor do Brexit. Os ingleses são bem mais refratários à União Europeia que escoceses e norte-irlandeses e veem o bloco como uma ameaça a sua identidade. Alguns dizem se negar a ser “vassalos” de Bruxelas, que, em sua visão, submeteu o país a uma entrada descontrolada de estrangeiros. 

Parque de diversões em porto de Blackpool. A cidade tenta se reinventar como destino turístico em meio à decadência do comércio naval. Um dos objetivos dos defensores do Brexit é aumentar o turismo interno no Reino Unido, uma vez que os britânicos preferem passar as férias na  Europa Continental que no arquipélago. 

Fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte em Cuilcagh. A divisa entre os dois países tornou-se o maior entrave das negociações do Brexit. Uma fronteira efetiva poderia arruinar o Acordo de paz da Sexta-Feira Santa, de 1998, mas os defensores do Brexit não aceitam que a Irlanda do Norte continue obedecendo as regras aduaneiras da UE. 

O Serviço Nacional de Saúde (NHS) é um dos pilares do Reino Unido pós-guerra e a perspectiva de aumentar seu orçamento foi um dos argumentos da campanha pela saída da União Europeia, mas muitos de seus funcionários vêm do continente. Milhares deles já pediram demissão, como é o cado de Tanja Pardela, que voltou para a Alemanha após trabalhar em um hospital britânico como enfermeira pediátrica. 

Para muitos britânicos, o incêndio devastador na Grenfell Tower, em 2017, é um símbolo não apenas do descaso das autoridadesc como do aumento da desigualdade no país. O debate sobre o Brexit expôs o ressentimento da classe trabalhadora que vive fora de Londres com as elites da capital. Os restos do prédio são um lembrete de como a pobreza avança também na cidade. 

Poucas cidades ocidentais têm sido mais aberta a muçulmanos que Londres, mas o Brexit e uma série de atentados mudou o cotidiano dos fíéis na capital britânica. Em bairros como Barking e Dagenham, o voto anti-islã foi determinante para vitória dos que queriam a saída da UE. 

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