Veja trechos do livro de memórias de George W. Bush

Ex-presidente americano revela bastidores da Casa Branca em sua obra

estadão.com.br

09 de novembro de 2010 | 10h37

Veja alguns trechos do livro Decision Points (Momentos Decisivos), de George W. Bush, sobre vários assuntos tratados pelo ex-presidente americano na obra, lançada nesta terça-feira, 9.

 

Planos para atacar usinas nucleares do Irã - "Eu instruí o Pentágono a estudar o que seria necessário para um ataque. Isso paralisaria a bomba-relógio, mesmo que temporariamente".

 

Planos para ataques secretos contra a Síria - "Estudamos a ideia seriamente, mas a CIA e os militares concluíram que seria muito arriscado entrar com uma equipe na Síria". "Ele (Ehud Olmert, então premie de Israel) não pediu um sinal verde. Eu não dei o sinal verde. Ele fez o que achou necessário fazer para proteger Israel"

 

Amizade com Tony Blair - "A conversa ajudou a firmar a grande amizade que teria com ele. Conforme os anos passaram e as decisões em relação à guerra se tornaram mais difíceis, alguns de nosso aliados recuaram. Blair nunca fez isso". (Tony Blair foi a primeira pessoa para quem Bush ligou após os atentados de 11 de setembro de 2001)

 

Invasão do Iraque - "A região está mais esperançosa com uma jovem democracia se estabelecendo como exemplo a ser seguido. O povo iraquiano está melhor com um governo que o escuta em vez de um governo que o tortura e o assassina. Há coisas que fizemos da forma errada no Iraque, mas a causa será eternamente correta".

 

Autorização do uso de técnicas de tortura - "Não há dúvidas de que isso foi difícil, mas especialistas asseguraram a CIA de que isso não causava danos mortais. Eu sabia que um interrogatório tão sensível e controverso viria à tona. Quando veio, nos abrimos às críticas. Eu preferia ter conseguido informações de outra forma, mas a escolha entre a segurança e os nossos princípios foi para valer".

 

Furacão Katrina - "As alegações de que eu era racista por conta da resposta ao Katrina representou um ponto muito baixo. Eu disse a Laura naquela época que era o pior momento da minha presidência, e ainda me sinto assim. Eu me orgulho da minha capacidade de tomar decisões eficazes. Nos dias do Katrina, porém, isso não ocorreu. O problema não foram decisões erradas, e sim a demora em fazer algo".

 

Ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 -Antes: "Aquele piloto deve ser o pior piloto do mundo. Como foi que ele bateu em um prédio tão grande em pleno dia. Talvez ele tenha tido uma parada cardíaca" (falando na escola da Flórida onde estava quando ficou sabendo do choque do avião com uma das torres)

 

Depois: "Meu sangue estava fervendo. Íamos achar quem tinha feito aquilo e arrasaríamos essas pessoas" (após ficar sabendo que se tratava de um ataque terrorista)

 

Osama bin Laden - "Eu queria muito levar Bin Laden à Justiça. O fato de não termos conseguidos é uma das minhas mágoas. E certamente não foi por falta de tentativas. Embora nunca tenhamos encontrado o líder da Al-Qaeda, forçamos ele a mudar seu jeito de viajar, de se comunicar e de agir. Isso nos ajudou a impedir a realização de seu maior desejo depois do 11 de setembro - o de ver a América atacada novamente".

 

Barack Obama - "Ele teve um tremendo apelo para eleitores mais novos e fez uma campanha inteligente, disciplinada, tecnológica. Comecei a pensar mais sobre como seria um afro-americano na presidência. Tive uma visão poucos dias antes da eleição: um afro-americano, funcionário da Casa Branca, levou seus dois filhos gêmeos ao Salão Oval, e uma das crianças olhou ao seu redor e perguntou 'Onde está Barack Obama?'".

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