Velas e bandeiras marcam procissão de 1 ano da morte de João Paulo II

Centenas de milhares de pessoas segurando velas e rosários seguiram pela Praça de São Pedro, neste domingo, para marcar o primeiro aniversário de morte do papa João Paulo II - uma cena que remeteu aos dias antes de sua morte, quando peregrinos de todo o mundo rezaram abaixo da janela de seu quarto. Bandeiras polonesas flutuavam na fresca brisa da noite, as velas balançavam e um canto fúnebre era ouvido durante uma hora de prece, que foi encerrada com a bênção do Papa Bento XVI no exato momento da morte de João Paulo, às 21h37 (horário de Roma). O papa Bento XVI se juntou à multidão da janela de seu quarto, rezando de joelhos e recitando o rosário com os fiéis. Vigília Autoridades da cidade disseram esperar entre 100 mil e 150 mi pessoas para a vigília, das quais 10 mil seriam da terra natal de João Paulo, a Polônia. Um grupo de poloneses de uma cidade próxima à Cracóvia segurava uma enorme bandeira vermelha e branca, com a seguinte frase: "João Paulo, o grande Santo Súbito" - uma referência às faixas presas na Praça de São Pedro durante o funeral do dia 8 de abril, pedindo para João Paulo ser canonizado imediatamente. "Nós viemos aqui para rezar para que ele seja o ´santo súbito´", disse a guia do grupo, Barbara Sworowska. "Ele teve um coração enorme, aberto a todos. Nós estamos felizes por termos tido um homem tão bom. Não importa se ele não está mais vivo. Nós ainda sentimos a presença dele." Dias de sofrimento Antes disso, Bento citou os últimos dias de sofrimento de João Paulo, que aconteceu durante as comemorações da semana sagrada da igreja. O papa Bento relembrou à multidão que João Paulo só foi capaz de assistir a procissão da Sexta-feira Santa pela televisão. Joseph Hatzinger lembrou que Karol Wojtyla não conseguiu falar quando tentou dar sua bênção de páscoa dois dias depois, abençoando a multidão somente com um aceno da mão. "Nunca nos esqueceremos daquela bênção", disse Bento da janela do mesmo quarto em João Paulo fez sua última aparição pública. "Aquela foi a mais dolorosa e comovente bênção, que ele nos deixou como última evidência que cumpriria sua missão até o fim." Na segunda-feira, Bento XVI celebrará uma missa na Praça de São Pedro a pedido do ex-secretário particular de João Paulo II, o recém elevado cardeal Stanisla Dziwisz, agora arcebispo de Cracóvia. O último evento a relembrar a morte de Wojtyla está marcado para a tarde da próxima quinta-feira, também na Praça de São Pedro. A celebração será dedicada aos jovens, vistos por João Paulo como essenciais para a recuperação do prestígio da Igreja.

Agencia Estado,

02 Abril 2006 | 19h55

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