Vencedor deu volta por cima

Há 18 meses, ninguém na França apostaria na vitória de François Hollande no segundo turno da eleição. Contrariando caciques do Partido Socialista, ele lançou em março de 2011 a pré-candidatura e iniciou um trajeto sem falhas até a vitória, mais de um ano depois.

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2012 | 03h01

Filho de um médico ligado à extrema direita e de uma assistente social ultracatólica de esquerda, Hollande nasceu em 12 de agosto de 1954, em Rouen, noroeste da França. Criado em Neuilly-sur-Seine - a mesma cidade de Nicolas Sarkozy -, estudou Direito na Universidade de Paris, depois na Escola de Altos Estudos de Comércio (HEC) e no Instituto de Estudos Políticos (Sciences-Po), até chegar à Escola Nacional de Administração (ENA) - todas de alto prestígio.

Militante do partido desde 1979 e discípulo de François Mitterrand, eleito em 1981 presidente, fez o percurso "clássico" dos políticos franceses. Foi subindo de conselheiro municipal (equivalente a vereador) até chegar a secretário-geral do Partido Socialista, em 1997.

Deixou o cargo sob críticas, desgastado pela derrota de Lionel Jospin para o extremista Jean-Marie Le Pen, em 2002, seguida do fracasso de sua mulher, Ségolène Royal, diante de Sarkozy, em 2007. Longe dos holofotes, Hollande separou-se, emagreceu, conheceu a segunda mulher, a jornalista Valérie Trierweiller, e cercou-se de um grupo de conselheiros políticos que o aproximou dos discursos e símbolos de campanha de Mitterrand. / A.N.

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