Venda de maconha em farmácias no Uruguai deve começar em março

Processo de comercialização, antes prevista para o fim deste ano, está atrasado porque falta conceder licenças a produtores privados

O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 11h19

MONTEVIDÉU - O secretário da Junta Nacional de Drogas do Uruguai, Julio Calzada, disse na quarta-feira que a comercialização de maconha em farmácias pode começar em março e não no fim deste ano, como estava previsto.

O país conta há quase um ano com uma lei que regula o plantio e venda de maconha para combater o narcotráfico, mas não conseguiu implementá-la em sua totalidade por diversas dificuldades, decorrentes da falta de antecedentes no mundo.

"Será no fim deste período (político), início do próximo", disse Calzada a jornalistas, sobre a data em que entrará em vigor a disponibilização de até 40 gramas mensais de maconha a cada usuário registrado em uma lista oficial para se ter acesso ao produto.

O país vai às urnas neste domingo para eleger um novo presidente.

As autoridades uruguaias haviam dito que a venda nas farmácias ocorreria a partir de novembro ou dezembro, mas o processo está atrasado porque ainda não foram concedidas as licenças aos produtores privados.

O país já conta com 1.200 cultivadores registrados e outros 300 que formam parte de clubes de fumantes, as outras duas modalidades previstas na lei que concede acesso à maconha.

Estima-se que existam no Uruguai cerca de 150 mil consumidores de maconha. /REUTERS

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