Venda mundial de jornais cresce depois dos atentados

Os jornais e revistas de todo o mundo registraram significativo aumento em suas vendas, depois dos atentados terroristas contra os Estados Unidos, há exatamente um mês. A seriedade nas análises, o amplo espaço dado às informações e a forma como elas foram veiculadas no meio impresso encontraram um resposta extremamente positiva do público, diz o "La Vanguardia Digital", jornal on line de Barcelona. Alguns jornais italianos, informa o site, superam 1 milhão de exemplares. E a revista alemã "Der Spiegel" bateu recorde histórico em sua tiragem, com 1,54 milhão de exemplares na edição do dia seguinte aos atentados nos Estados Unidos. Por sua vez, a "Stern" alcançou 1,5 milhão de exemplares ou 38,5% a mais do que a média de suas edições. Na Áustria, as vendas em bancas de jornais e revistas aumentaram, em média, entre 50% e 100% em setembro, tendo caído para 15% a 25% nos primeiros dias depois do primeiro bombardeiro ao Afeganistão. Na França, as vendas no período pós-atentados aumentaram, em média, 44,3% e, no caso dos jornais diários, o aumento das vendas chegou a 50,4%. De acordo com dados da Nouvelles Messageries de la Presse Parisienne (NMPP), os jornais de circulação nacional dobraram a sua tiragem no dia 12 de setembro, com um número recorde de 4 milhões de exemplares. O "Le Monde" chegou a imprimir 1,06 milhão, e "Paris Match" atingiu a marca de 1,62 milhão. Os quiosques foram literalmente esvaziados pelos leitores e os jornais e revistas dedicaram, em média, 42 páginas ao assunto, com suplementos e páginas especiais dedicadas ao mundo muçulmano e ao fenômeno do fundamentalismo islâmico, diz o site La Vanguardia Digital. O "International Herald Tribune" chegou a aumentar as suas vendas em 162,4%; o "Liberation", em 117%; o "Le Monde", em cerca de 80%; e o "Le Figaro", 52,8%. Na Grã-Bretanha, todos os jornais dedicaram páginas e mais páginas ao dia seguinte do ataque ao Afeganistão. Na imprensa britânica, não é comum fazer edições especiais, até porque existem vespertinos como o "Evening Standard?. Os diários considerados sérios, como o "The Daily Telegraph", "The Times", "The Guardian" e "The Independent" dedicaram, em média, entre 12 e 14 páginas ao assunto. Todos eles venderam entre 8 mil e 30 mil exemplares a mais desde os atentados. Na Itália, os jornais têm batido todos os recordes desde o dia 11 de setembro. O "La Repubblica" chegou a 1 milhão de exemplares, com 30% a mais do que a sua média diária. O "La Stampa" vendeu 650 mil exemplares, 140 mil a mais do que nos dias normais. Enquanto que o diário econômico "Il Sole 24 Ore" superou os 500 mil exemplares. No México, onde os jornais não têm grande circulação, o "El Universal" e o "Reforma" aumentaram entre 30% e 40% as suas tiragens habituais.Leia o especial

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