Vendas em supermercados e shoppings despencam

A crise econômica argentina está se refletindo claramente no consumo. Em 2001, as vendas em supermercados caíram 5,7% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o faturamento dos shopping centers despencou 16,4%. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), tanto no caso dos supermercados quanto no dos shoppings, o mês de maior queda das vendas foi dezembro passado, historicamente o melhor para o comércio no país. Nos supermercados a retração foi de 14,4% e nos centros comerciais de 35,2%. O faturamento das grandes redes em 2001 ficou em 13,508 bilhões de pesos. É o mais baixo desde 1996 e bem distante dos 14,592 bilhões de pesos de 1998, ano recorde para o setor na Argentina. "Em 1996, o total a dividir era praticamente igual ao atual, mas havia menos concorrência. Além disso, foram investidos mais de US$ 5 bilhões, que será muito dificil recuperar, principalmente depois da desvalorização do peso", disse Guillermo Oliveto, diretor da consultora CCR, ao jornal La Nación. Previsões indicam que as vendas em janeiro cairão ainda mais. Segundo uma pesquisa que mede as expectativas do setor, os empresários acreditam que as vendas do primeiro mês de 2002 serão 27% menores do que as de dezembro, o que projeta uma queda de 14,6% nos últimos 12 meses. Segundo outra pesquisa, feita pela consultora AC Nielsen, o resultado foi ainda pior: o setor terminou o ano com uma queda de 9,7%. Só em dezembro, as vendas de alimentos e bevidas nas grandes redes caíram 18%. De acordo com esse levantamento, nos shoppings as vendas caíram 35,2% em dezembro, em comparação com mesmo mês do ano 2000. As vendas totais do setor atingiram 1,503 bilhão de pesos no ano passado, o pior resultado desde que o Indec começou a fazer o levantamento dos dados de faturamento nos principais shoppings do país, em 1997. Leia o especial

Agencia Estado,

26 Janeiro 2002 | 14h07

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