REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Venezuela abandona dólar em operações de câmbio e substitui por euro

Segundo Caracas, as sanções introduzidas por Washington contra o país 'impedem a possibilidade de continuar a negociar em dólar', e as restrições impostas pelos EUA são 'ilegais e contra o direito internacional'

O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2018 | 20h48

CARACAS - O vice-presidente da área econômica, Tareck El Aissami, anunciou nesta terça-feira, 16, que a Venezuela abandonará o dólar e, a partir de agora, todas as transações no mercado de câmbio passarão a ser feitas em euro, yuan ou qualquer outra moeda, exceto a americana. 

Aissami também anunciou que, por ordem do presidente Nicolás Maduro, serão colocados 2 milhões de euros no sistema cambiário da Venezuela. "A partir de agora os leilões do Dicom (taxa de câmbio oficial), os créditos que sejam entregues pelo sistema financeiro nacional, passam a ser em euros, em yuan ou qualquer outra moeda convertível", anunciou.

Segundo Aissami, as sanções introduzidas por Washington contra Caracas “impedem a possibilidade de continuar a negociar em dólar”. Ele acrescentou que as restrições impostas pelos EUA são “ilegais e contra o direito internacional”.

Desde a imposição das sanções, algumas empresas farmacêuticas venezuelanas que receberam dólares do Banco Central, a preços preferenciais, tiveram contas bloqueadas e foram proibidas de efetuar transações com a moeda americana.

O vice-presidente venezuelano também acusou os bancos de colocar “valores irracionais” nas taxas de intermediação. “Há setores financeiros que usaram as sanções para se enriquecerem desde que os EUA começaram a agredir com maior ferocidade nosso sistema econômico”, afirmou.

“O bloqueio financeiro americano contra a Venezuela afeta os setores público e privado e mostra até onde o imperialismo pode ir em sua loucura”, disse Aissami. No ano passado, os EUA impuseram sanções proibindo a negociação de novas dívidas e ações emitidas pelo governo venezuelano. / REUTERS

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