Fernando Vergara/AP
Fernando Vergara/AP

Venezuela abre parte da fronteira com a Colômbia

Pontes que ligam venezuelanos a Cúcuta voltaram a ser tomadas por milhares em busca de comida e remédios; Angelina Jolie defende 'apátridas' em visita à Colômbia

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2019 | 21h18

CÚCUTA - Milhares de pessoas entraram neste sábado (8) na Colômbia a partir da Venezuela depois que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou na sexta-feira (7) a reabertura de um do principais postos de fronteira, fechado havia quatro meses. 

Venezuelanos formaram longas filas para entrar no país vizinho em busca de comida e remédios, usando duas pontes internacionais próximas à cidade de Cúcuta. Muitos produtos básicos já não são encontrados. Do lado colombiano, oficiais checavam documentos de quem queria entrar. Muitos carregavam crianças nos ombros. 

O governo Maduro determinou o fechamento em fevereiro das fronteiras com a Colômbia, além de Brasil, Aruba e Curaçau, depois que a oposição tentou entregar comida e medicamentos na Venezuela. A maior parte dos mantimentos foi providenciada pelos Estados Unidos. A fronteira com o Brasil foi reaberta em maio. 

De acordo com a ONU, 4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015. Apenas nos últimos sete meses, o número chegou a 1 milhão, o que representa uma média de 5 mil por dia. A previsão é que o número chegue a 5 milhões até o fim de 2020.

Vistos

O governo venezuelano informou neste sábado (8) que solicitará aos peruanos um visto para eles poderem entrar na Venezuela a partir do dia 15, mesma data em que os venezuelanos começarão a necessitar de visto para poder ingressar no Peru.

“Tomamos a decisão para aplicar o princípio da reciprocidade”, informou um comunicado divulgado pela chancelaria venezuelana. O Peru é o segundo país que mais recebeu venezuelanos que fogem da crise econômica, com 768 mil imigrantes. A Colômbia tem 1,3 milhão de venezuelanos, enquanto o Brasil, quinto destino dos venezuelanos, abriga 168 mil.

De passagem

Em visita à Colômbia, a atriz Angelina Jolie pediu ontem apoio internacional aos refugiados da Venezuela. A embaixadora da ONU afirmou que 20 mil crianças venezuelanas correm o risco de ficar apátridas. / AP e AFP

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