Venezuela acerta últimos detalhes antes de eleição

Encerrada a campanha eleitoral na Venezuela, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país iniciou nesta sexta-feira a instalação das mesas de votação e a verificação de todo o material que será usado no domingo, inclusive as urnas eletrônicas.

AE, Agência Estado

12 de abril de 2013 | 14h17

Os cidadãos convocados para trabalhar durante as eleições de domingo, nas quais será escolhido o sucessor do falecido presidente Hugo Chávez, participavam hoje da verificação do material, que ficará sob os cuidados das autoridades venezuelanas até o dia da votação.

Ao mesmo tempo, passam a vigorar hoje as medidas de segurança com vistas à votação, que incluem o aquartelamento da polícia, a suspensão temporária dos portes de armas para civis e a proibição à venda de bebidas alcoólicas. A segurança dos locais de votação será feita pelo exército. As medidas serão mantidas até segunda-feira.

Desde a terça-feira, o governo da Venezuela fechou sua fronteira pelos Estados de Zulia, Táchira, Apure e pelo sul de Guaiana. Todos os Estados citados fazem fronteira com a Colômbia, mas alguns trechos dos limites territoriais com Brasil e Guiana também foram afetados. Medidas similares foram aplicadas em eleições passadas.

Encerramento da campanha - Ontem, os dois principais candidatos à presidência da Venezuela encerraram com atos grandiosos suas campanhas ao cargo.

O período de campanha, encerrado à meia-noite de quinta-feira, foi marcado pela troca mútua de acusações entre Nicolás Maduro (situação) e Henrique Capriles (oposição).

As pesquisas indicam vitória de Maduro. A mais recente sondagem disponível, divulgada ontem pelo instituto Datanalisis coloca Maduro com 54,8% das intenções de voto e Capriles com 45,1%.

Em Caracas, no último ato da campanha de Maduro para as eleições de domingo, centenas de milhares de venezuelanos saíram em passeata por ruas e avenidas, a maior parte deles vestidos de vermelho, para manifestar apoio ao declarado herdeiro político de Hugo Chávez.

"Tem quem acredite que a revolução acabou porque perdemos fisicamente nosso comandante. Nós respondemos com humildade, com convicção, mas com força", declarou Maduro, que contou com o apoio do histórico craque argentino Diego Maradona.

Capriles, por sua vez, encerrou a campanha no Estado de Lara, no oeste venezuelano. O Estado é governado por seu chefe de campanha, Henry Falcón. Capriles prometeu governar "para todos" e pediu ao povo a oportunidade de mudar o futuro do país.

"Se vocês querem futuro, precisam mudar o governo", insistiu Capriles, vestindo uma camisa com as cores da bandeira venezuelana (amarelo, azul e vermelho) em ato de campanha praticamente simultâneo ao de Maduro. "Creio que é hora de abrir um novo ciclo e acredito que cada um de vocês deve dar a si mesmo essa oportunidade", acrescentou.

O dia de encerramento da campanha coincidiu com o aniversário de 11 anos da tentativa de golpe de Estado contra Chávez. O presidente chegou a ficar pouco menos de 48 horas afastado da presidência antes de contornar o golpe e voltar ao poder. As informações são da Associated Press.

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