AFP PHOTO / US SOTHERN COMMAND/MICHAEL WIMBISH/HANDOUT
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Venezuela acusa 'avião espião' dos EUA de sobrevoar espaço aéreo do país

Nova acusação ocorre um dia depois dos EUA terem denunciado a Venezuela por ter enviado uma aeronave para 'perseguir' avião americano em espaço aéreo internacional; em resposta, Venezuela afirmou que americanos invadiram seu espaço aéreo

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2019 | 17h01

CARACAS - A Venezuela denunciou nesta segunda-feira, 22, que um “avião espião” dos Estados Unidos teria invadido novamente o espaço aéreo do país sem notificar suas autoridades aeronáuticas. “Os americanos nos ameaçam com ações militares gravíssimas”, disse Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte e um dos nomes mais fortes do chavismo.

O ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, também se queixou de que uma aeronave americana havia sobrevoado a região do Aeroporto Internacional Simon Bolívar, em Maiquetía, nos arredores de Caracas, sem informar o motivo da incursão

As declarações desta segunda foram uma resposta aos EUA, que no fim de semana acusaram a Venezuela de enviar um de seus caças para perseguir de maneira “agressiva” um avião Aries II EP-3 da Marinha americana que sobrevoava o espaço aéreo internacional.

“Depois, de maneira imoral e sem vergonha nenhuma, eles (americanos) dizem que foram eles os ameaçados”, reclamou Cabello.

O incidente ao qual o chavista se refere teria ocorrido na sexta-feira da semana passada. A Venezuela afirmou que enviou um caça Sukhoi Su-30, de fabricação russa, para afastar uma aeronave dos EUA que teria invadido o espaço aéreo venezuelano sem informar às autoridades do país.

Segundo Rodríguez, em 2019 foram registradas 78 incursões de aeronaves americanas na Venezuela. “São aviões espiões de guerra americanos, que carregam mísseis e também fazem parte da frota de reconhecimento aéreo da Marinha dos EUA”, disse Rodríguez, em discurso transmitido pela TV estatal. “Os americanos persistem em sua agressão contra a Venezuela.”

Críticas a Guaidó

O ministro relacionou o aumento dos incidentes com as ações do líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela. Guaidó é reconhecido por mais de 50 países, incluindo EUA e Brasil. O governo do presidente Nicolás Maduro acusa o líder opositor de estar alinhado ao presidente americano, Donald Trump, e afirma que Guaidó pretende “entregar” as reservas de petróleo venezuelano para os EUA. / REUTERS e AFP

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