John Sommers II/Reuters
John Sommers II/Reuters

Venezuela acusa oito suspeitos de sequestro de jogador de beisebol

Sequestradores foram detidos após troca de tiros com polícia; atleta foi libertado no final de semana

Reuters

17 de novembro de 2011 | 15h48

CARACAS - As autoridades da Venezuela acusaram oito pessoas pelo sequestro do jogador de Wilson Ramos, venezuelano que atua por uma equipe da liga americana de beisebol, em mais um episódio que enfatizou os problemas com a criminalidade no país.

 

O jogador de 24 anos do Washington Nationals foi libertado na semana passada durante um confronto com troca de tiros em uma incursão das forças de segurança a um esconderijo na montanha, dois dias depois de ter sido levado da casa de seus pais na Venezuela durante uma visita.

 

Entre os detidos há um homem de 74 anos e uma mulher. As acusações contra eles incluem sequestro, associação criminosa, uso de veículo roubado e posse ilegal de armas, informou o escritório do procurador-geral na noite de quarta-feira.

 

Alguns dos suspeitos foram detidos durante o confronto com as forças de segurança, enquanto outros foram presos mais tarde em uma operação que o governo do presidente Hugo Chávez apontou como um grande sucesso. Opositores, porém, dizem que o fato de Ramos ter sido sequestrado mostra como o crime ficou descontrolado na Venezuela nos quase 13 anos do socialista no poder. Sequestros, assaltos à mão armada e assassinatos são assustadoramente comuns no país.

 

Ramos é um dos muitos venezuelanos que encontraram fama e fortuna jogando beisebol na Major League Baseball (MLB), a liga da modalidade dos Estados Unidos. O seu sequestro chocou os amantes do esporte na Venezuela e provocou ansiedade durante as 48 horas do seu desaparecimento. 

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