AP Photo/Rodrigo Abd
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Venezuela anuncia chegada de medicamentos da China e de Cuba

Oposição tenta liberar entrada de alimentos e remédios vindos dos Estados Unidos, rejeitada pelo chavismo

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2019 | 12h03

CARACAS - O ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, informou nesta quarta-feira da chegada de 933 toneladas de medicamentos e materiais médicos procedentes de Cuba, China - aliados do governo de Nicolás Maduro -, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e de "algumas compras diretas" feitas pelo ministério.

"Neste momento estamos recebendo, já estão aqui, 64 contêineres com diferentes tipos de medicamentos, com 933 toneladas de suprimentos para a saúde", disse.

Alvarado, que informou sobre a chegada desses medicamentos em um momento em que o Parlamento solicita a entrada de ajuda humanitária no país diante da crise do setor de saúde, indicou que a Venezuela recebe "com regularidade" remédios e material médico.

"Não é estranho que estejamos recebendo contêineres aqui no porto de La Guaira", disse ele, explicando que a maioria desses medicamentos e materiais "vem do acordo com Cuba" e da China.

Ele também ressaltou que o ministério fez algumas "compras diretas" no mercado internacional "com essas empresas" que, segundo ele, não as bloquearam, pois o governo venezuelano assegura que os Estados Unidos impôs um bloqueio que impede ao país sul-americano de comprar remédios e alimentos.

"Também há (algumas) contribuições que vêm do fundo rotativo e do fundo estratégico da OPAS", acrescentou.

Alvarado explicou que dentro dos 64 contêineres existem "mais de 18 milhões de unidades de medicamentos" entre "anestésicos, vacinas, antibióticos, nutrientes para gestantes, antipiréticos, analgésicos, protetores gástricos, soluções fisiológicas".

Além disso, de acordo com o ministro, chegaram 22.575 unidades de peças de reposição para equipamentos médicos, 192 mil kits para testes de diagnóstico e "mais de 100 mil kits para citologia".

Ele garantiu que o investimento desses medicamentos e materiais é de aproximadamente 25 milhões de euros. / EFE

 

 

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