Yander Zamora/EFE
Yander Zamora/EFE

Venezuela anuncia compra de 12 milhões de doses da vacina cubana contra a covid

Abdala ainda aguarda aprovação da OMS, mas já está sendo administrada na população de Cuba

Taís Medeiros, especial para o Estadão

25 de junho de 2021 | 20h00

CARACAS - A Venezuela anunciou nesta quinta-feira, 24, a assinatura de um contrato de compra de 12 milhões de doses da Abdala, vacina cubana contra a covid-19 que, segundo o laboratório que a desenvolveu, tem eficácia de 92%. Abdala ainda aguarda aprovação da OMS e é o primeiro imunizante contra o coronavírus criado na América Latina.

O vice-presidente venezuelano, Delcy Rodríguez, recebeu no aeroporto internacional de Maiquetía, que atende Caracas, um primeiro lote de 30 mil doses, que cobrem uma população de 10 mil pessoas, com as três aplicações necessárias. "Esta é uma doação que Cuba faz ao nosso país irmão", disse Eulogio Pimentel, vice-presidente da BioCubaFarma, a empresa farmacêutica estatal responsável pelo imunizante, em entrevista coletiva em Havana.

O primeiro lote que chegou à Venezuela não faz parte dos 12 milhões de vacinas acordadas, destaca Pimentel. As autoridades científicas da ilha também informaram no último fim de semana que Soberana 2, outra vacina candidata, concluiu suas três fases de teste e atingiu uma eficácia de 62% com duas doses, das três. Nem Abdala nem Soberana 2 receberam ainda a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou da autoridade reguladora cubana, mas ambas estão sendo administradas à população de Cuba.

A Venezuela, que espera vacinar 70% de sua população de 30 milhões de pessoas este ano, iniciou em fevereiro a aplicação das vacinas russas Sputnik V e da chinesa Sinopharm. O governo também negocia a compra de vacinas por meio do sistema Covax da OMS.

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