Venezuela anuncia novo embaixador nos EUA

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem que o ex-chanceler Roy Chaderton será o novo embaixador da Venezuela em Washington. Com o gesto, Chávez encerra uma queda de braço de sete meses com a Casa Branca. Durante a Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, Chávez chegou a conversar sobre o tema com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Para o venezuelano, o anúncio "marca um recomeço na relação entre os dois países". Em setembro, Chávez expulsou o embaixador americano em Caracas em solidariedade ao presidente da Bolívia, Evo Morales. O líder boliviano havia expulsado o embaixador americano Philip Goldberg por "conspirar com a oposição e incitar violência". Os embaixadores dos dois países foram retirados de Washington. Evo, ao contrário de Chávez, está mais reticente quanto a possibilidade de voltar a ter um embaixador em Washington e receber um diplomata americano. "Está nas mãos dos EUA melhorar as relações - se eles cooperarem e não interferirem na política doméstica, são bem-vindos", disse o boliviano. Em entrevista, Evo queixou-se de que funcionários americanos estariam atuando como espiões e vigiando venezuelanos e cubanos na Bolívia - o que teria justificado a expulsão do embaixador. "Há uma clara intervenção e ingerência do Departamento de Estado americano na Bolívia", disse ele. Durante o governo de George W. Bush, os recursos econômicos dos EUA só chegavam às mãos de ex-ministros neoliberais e conspiradores, disse Evo. "Na eleição de 2002, diziam que se eu fosse eleito a ajuda americana seria cortada, que eu era o Bin Laden andino."

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