Rayner Peña/EFE
Rayner Peña/EFE

Venezuela anuncia prisão de 11 'mercenários terroristas' durante o fim de semana

Suspeitos teriam participado de uma nova tentativa de invasão marítima, como a que ocorreu na semana passada; governo de Nicolás Maduro mantém 40 presos acusados de terrorismo

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2020 | 09h06

CARACAS - Onze pessoas foram presas nesse domingo, 10, acusadas de terrorismo pelo governo da Venezuela. Autoridades confirmaram as prisões após uma tentativa de "invasão marítima" ao norte do país. Com a detenção, chega a 40 o número de presos como terroristas pelo governo de Nicolás Maduro.

"Capturamos hoje, 8 terroristas mercenários (...) seguimos investigando e capturando os inimigos da pátria", escreveu no Twitter o almirante Remigio Ceballos, chefe do comando estratégico operacional militar das Forças Armadas. A captura aconteceu no Estado de Vargas, no norte do país.

Antes, três mercenários já tinham sido presos por uma tentativa de invasão marítima próximo a Colônia Trovar, uma pequena comunidade de descendentes alemães localizada a uma hora de Caracas. Os suspeitos foram detidos por policiais das Forças de Ações Especiais (Faes).

Quarenta e cinco pessoas foram presas por uma "invasão" frustrada nos dias 3 e 4 de maio nas cidades costeiras de Macuto e Chuao, no norte da Venezuela, segundo o governo chavista. Entre eles, os militares norte-americanos aposentados Luke Alexander Denman, 34, e Airan Berry, 41, foram indiciados por, entre outras acusações, terrorismo, punível com até 30 anos de prisão.

Outros 29 venezuelanos detidos foram acusados de "conspiração com um governo estrangeiro" - especificamente, Estados Unidos e Colômbia - e outros crimes, informou a promotoria na sexta-feira, 8.

O plano, segundo o governo Maduro, buscava a "captura, prisão e remoção" do líder socialista e a "instalação" do opositor Juan Guaidó, reconhecido como o presidente da Venezuela por cinquenta países, liderados pelos Estados Unidos. Em 3 de maio, foi reportado que oito suspeitos da invasão morreram em confrontos./ AFP

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