Venezuela anuncia que produzirá fuzis e lançadores de foguetes

A Venezuela começará a produzir seu próprio lançador de foguetes como parte do plano do presidente Hugo Chávez para reduzir a dependência de seu país de equipamentos militares importados. O general Ender Galvis disse à agência de notícias estatal Bolivariana nesta terça-feira que o Exército irá começar a fabricar os lançadores em quatro meses. Ele não especificou quantas armas a Venezuela irá produzir. "Os materiais usados na manufatura destas armas serão 100% venezuelanos", informou Galvis. "O lançador de nove quilos terá um alcance de dois quilômetros", acrescentou.Fuzis KalashnikovVenezuela também anunciou nesta terça-feira que investirá US$ 300 milhões para instalar duas fábricas capazes de produzir fuzis russos Kalashnikov no país. A informação foi dada pelo general Gustavo Ochoa Méndez, presidente da estatal Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares (Cavim).O governo venezuelano comprou recentemente um lote de 100 mil fuzis AK-103 da Rússia. O contrato firmado entre os países previa também a transferência de tecnologia para os venezuelanos produzirem as armas. Segundo o general Méndez, a Venezuela produzirá fuzis em três anos. As instalações terão a capacidade de fabricar 50 mil fuzis por ano. A licença russa, porém, só permite a produção da metade disso. Haverá a capacitação de funcionários venezuelanos na Rússia.Ameaça americana Chávez declarou no dia 14 que as compras eram uma "derrota à pretensão hegemônica imperialista" dos Estados Unidos. O governo americano insiste que não tem planos para invadir a Venezuela, mas Chávez afirma que seu país deve estar preparado caso Washington se movimente para tomar o controle de sua indústria petrolífera. O presidente assinou um contrato de defesa de US$ 2.7 bilhões para modernizar o exército venezuelano. Recentemente, Caracas comprou helicópteros militares russos e também está considerando comprar jatos Sukhoi e outras aeronaves russas. Segundo o embaixador Alexis Navarro, Chávez fará uma visita à Rússia em julho para firmar um acordo para a compra de aviões militares Sukhoi.No mês passado, os americanos suspenderam as vendas de armas à Venezuela, alegando que o país não colaborava no combate ao terrorismo.No dia 16, os EUA reclamaram das compras de armas dos venezuelanos, que, segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, "certamente vão além das necessidades". O vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, disse na segunda que a reclamação era porque os americanos sofreram uma "perda de mercado".

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